COMPETÊNCIAS:

* Conhecer e compreender os modos de produções artísticas visuais e audiovisuais, analisando, refletindo e compreendendo diferentes materiais, suportes, tecnologias. Procedimentos e elementos que caracterizam as artes como linguagem, analisando e refletindo suas interações e articulações na produção artística. Individual e coletiva.

* Compreender a produção artística como forma de elaborar e expressar idéias ou emoções e experiências vividas e sentidas, no processo de criação de arte individual e coletiva.

HABILIDADES:

* Produzir obras de arte com autonomia, tanto na escolha de técnicas, processos e materiais, quanto nas idéias, emoções e temas.

* Reconhecer o conteúdo expressivo geral e objetivo do PAS (Programa de Avaliação Seriada), bem como o conteúdo objetivo individual e subjetivo da obra de arte, tanto em suas produções como nas de outros.

* Analisar e compreender as produções artísticas dos estilos e épocas propostos nos livros e nas obras de arte, como leitura de imagens e conhecimento teórico do PAS.

PROCEDIMENTOS:

* Produzindo idéias, sentimentos e emoções nas diferentes linguagens artísticas, a partir de temas propostos pela área de Códigos e Linguagens e pelo eixo norteador do projeto político e pedagógico da escola: Identidade, valor e ser social.

* Pesquisando, conhecendo, analisando a história da arte, relacionando-a com as manifestações culturais da produção nacional.

* Organizando exposições e intervalos culturais com o conhecimento prévio da coordenação pedagógica, pela construção e socialização do conhecimento colaborativo.

CONTEÚDO DO 1º BIMESTRE: 3ºs A B C D

•Expressionismo (A Ponte, Cavaleiro Azul, Expressionismo Abstrato)
•Expressionismo no Cinema, no Teatro, na Música, na Literatura)
•Cubismo (Analítico e Sintético: Picasso, Braque, Gris, Léger
•Cubismo na arquitetura- Le Corbusier, na Poesia)
•Futurismo (Marinetti, Balla Boccioni, Carra, Russolo), Futurismo Soviético (Maiakóvski)
•Dadaísmo(Manifesto,Tzara,Duchamp, Man Ray)
•Surrealismo(Dali,Magritte,Miró,Ernest,LuisBuñuel

Glossário Bimestral (Caderno de Artes/Conceitos artísticos:
• Abstracionismo; Construtivismo; Fauvismo; Suprematismo; Estética Marxista; Psicanálise Freudiana; Realismo Socialista; Teatro da Crueldade.

Wassily Kandinsky – Abstracion, 1923

Abstracionsmo
Em sentido amplo, Abstracionismo refere-se às formas de arte não regidas pela figuração e pela imitação do mundo. Em acepção específica, o termo liga-se às vanguardas européias das décadas de 1910 e 1920, que recusam a representação ilusionista da natureza. A decomposição da figura, a simplificação da forma, os novos usos da cor, o descarte da perspectiva e das técnicas de modelagem e a rejeição dos jogos convencionais de sombra e luz, aparecem como traços recorrentes das diferentes orientações abrigadas sob esse rótulo. Inúmeros movimentos e artistas aderem à abstração, que se torna, a partir da década de 1930, um dos eixos centrais da produção artística no século XX.
É possível notar duas vertentes a organizar a ampla gama de direções assumidas pela arte abstrata. A primeira, inclinada ao percurso da emoção, ao ritmo da cor e à expressão de impulsos individuais, encontra suas matrizes no expressionismo e no fauvismo. A segunda, mais afinada com os fundamentos racionalistas das composições cubistas, o rigor matemático e a depuração da forma, aparece descrita como abstração geométrica. As vanguardas russas exemplificam as duas vertentes: Wassili Kandinsky (1866 – 1944), representante da primeira, é considerado pioneiro na realização de pinturas não-figurativas com Primeira Aquarela Abstrata (1910) e a série Improvisações (1909/1914). Seu movimento em direção à abstração inspira-se na música e na defesa de uma orientação espiritual da arte, apoiada na teosofia. Em torno de Kandinsky e Franz Mac (1880 – 1916) organiza-se, na Alemanha, o Der Blaue Reiter [O Cavaleiro Azul], 1911, grupo do qual participam August Macke (1887 – 1914) e Paul Klee (1879 – 1940), e se aproximam as pesquisas abstratas de Robert Delaunay (1885 – 1941) e o simbolismo místico do checo radicado em Paris Frantisek Kupka (1871 – 1957).
Kasimir Malevich (1878 – 1935) é um dos maiores expoentes da arte abstrata geométrica. No bojo do suprematismo, 1915, defende uma arte comprometida com a pesquisa metódica da estrutura da imagem. A geometria suprematista se apresenta nos célebres Quadrado Preto Suprematista (1914/1915) e Quadrado Branco sobre Fundo Branco (1918). A obra de Malevitch tem impacto sobre o construtivismo de Alexander Rodchenko (1891 – 1956) – ver Negro sobre Negro (1918) – e o realismo dos irmãos A. Pevsner (1886 – 1962) e N. Gabo (1890 – 1977). O Neoplasticismo de Piet Mondrian e Theo van Doesburg indica outra tendência da abstração geométrica. O movimento se organiza em torno da revista De Stijl [O Estilo], 1917, e tem o propósito de encontrar nova forma de expressão plástica, liberta de sugestões representativas. As composições se articulam com base em elementos mínimos: a linha reta, o retângulo e as cores primárias – azul, vermelha e amarela -, além da preta, branca e cinza. As idéias estéticas defendidas em De Stijl reverberam nos grupos Cercle et Carré (1930) e Abstraction-Création (1931), na França, e no Circle (1937), na Inglaterra.
Depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945), a Europa e os Estados Unidos assistem a desdobramentos da pesquisa abstrata. O tachismo europeu, também associado à abstração lírica, apresenta-se como tentativa de superação da forma pela ultrapassagem dos conteúdos realistas e dos formalismos geométricos. Os trabalhos de Hans Hartung (1904) e Pierre Soulages (1919) apóiam-se sobretudo no gesto, enquanto nas obras de Jean Fautrier (1898 – 1964) e Jean Dubuffet (1901 – 1985) – e nos trabalhos de Alberto Burri (1915) e Antoni Tàpies (1923) – a pesquisa incide preferencialmente sobre a matéria. Nos Estados Unidos, a abstração ganha força com o expressionismo abstrato de Jackson Pollock (1912 – 1956) e Willem de Kooning (1904 – 1997) – que descarta tanto a noção de composição, cara à abstração geométrica, quanto a abstração lírica -, as grandes extensões de cor não modulada de Barnett Newman (1905 – 1970) e Mark Rotkho (1903 – 1970) e a pintura com cores planas e contornos marcados de Ellsworth Kelly (1923) e Kenneth Noland (1924). O minimalismo de Donald Judd (1928), Ronald Bladen (1918 – 1988) e Tony Smith (1912 – 1980) – tributário de uma vertente da arte abstrata norte-americana que remonta a Ad Reinhardt (1913 – 1967), Jasper Johns (1930) e Frank Stella (1936) – retoma as pesquisas geométricas na contramão da exuberância romântica do expressionismo abstrato.
No Brasil, as obras de Manabu Mabe (1924 – 1997) e Tomie Ohtake (1913) aproximam-se do abstracionismo lírico, que tem adesão de Cicero Dias (1907 – 2003) e Antonio Bandeira (1922 – 1967). Nos anos 80, observa-se uma apropriação tardia da obra de Kooning na produção de Jorge Guinle (1947 – 1987). O pós-minimalismo, por sua vez, ressoa em obras de Carlos Fajardo (1941), José Resende (1945) e Ana Maria Tavares (1958). Em termos de abstração geométrica, são mencionados os artistas reunidos no movimento concreto de São Paulo (Grupo Ruptura) e do Rio de Janeiro (Grupo Frente) e no neoconcretismo.
http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_
Postado por joyedson on 11 Março, 2010

K. Malevitch. Non-objective composition, 1915. http://www.diretoriodearte.com/uncategorized/abstracionismo-ii/
Suprematismo

Movimento russo de arte abstrata, o suprematismo surge por volta de 1913, mas sua sistematização teórica data de 1925, do manifesto Do Cubismo ao Futurismo ao Suprematismo: o Novo Realismo na Pintura, escrito por Kazimir Malevich em colaboração com o poeta Vladimir Maiakóvski. O suprematismo está diretamente ligado ao seu criador, Malevich, e às pesquisas formais levadas a cabo pelas vanguardas russas do começo do século XX, o raionismo de Mikhail Larionov e Natalia Goncharova e o construtivismo de Vladimir Evgrafovic Tatlin. Nesse contexto, o suprematismo defende uma arte livre de finalidades práticas e comprometida com a pura visualidade plástica. Trata-se de romper com a idéia de imitação da natureza, com as formas ilusionistas, com a luz e cor naturalistas – experimentadas pelo impressionismo – e com qualquer referência ao mundo objetivo que o cubismo de certa forma ainda alimenta. Malevich ainda fala em “realismo”, e o faz com base nas sugestões do místico e matemático russo P.D. Ouspensky, que defende haver por trás do mundo visível um outro mundo, espécie de quarta dimensão, além das três a que os sentidos humanos têm acesso. O suprematismo representaria essa realidade, esse “mundo não objetivo”, referido a uma ordem superior de relação entre os fenômenos – espécie de “energia espiritual abstrata” -, que é invisível, mas nem por isso menos real.
Se a arte de Malevich tem pretensão espiritual, ela não se confunde com a defesa do espiritual na arte que faz Vassily Kandinsky, que o define como “expressão da vida interior do artista”. Malevich, ao contrário, se detém na pesquisa metódica da estrutura da imagem, que coincide com a busca da “forma absoluta”, da molécula pictórica. Como ele mesmo afirma no manifesto de 1915: “Eu me transformei no zero da forma e me puxei para fora do lodaçal sem valor da arte acadêmica. Eu destruí o círculo do horizonte e fugi do círculo dos objetos, do anel do horizonte que aprisionou o artista e as formas da natureza. O quadrado não é uma forma subconsciente. É a criação da razão intuitiva. O rosto da nova arte. O quadrado é o infante real, vivo. É o primeiro passo da criação pura em arte”.
As obras suprematistas, vistas pela primeira vez na exposição coletiva A Última Exposição de Quadros Futuristas 0.10 (Zero. Dez), realizada em dezembro de 1915, em São Petesburgo, na Rússia, evidenciam a nova proposta pictórica: formas geométricas básicas – quadrado, retângulo, círculo, cruz e triângulo – associadas a uma pequena gama de cores. A austeridade das formas puras e a simplicidade quase hierática da geometria suprematista se apresentam integralmente em obras, hoje célebres, como Quadrado Preto Suprematista, 1914/1915, Suprematismo: Realismo Pictórico de um Jogador de Futebol, 1915, Quadrado Vermelho: Realismo Pictórico de uma Camponesa em Duas Dimensões, 1915, Quadrado Branco Sobre Fundo Branco, 1918. Desde 1910, a produção de Malevich encontra-se afinada com as vanguardas européias – com o cubismo das obras iniciais de Pablo Picasso, com as pinturas de Paul Cézanne, Fernand Léger, André Derain e também com o futurismo -, combinadas em sua obra com fontes folclóricas e populares russas, e com a experimentação artística russa que tem em Maiakóvski sua liderança maior. Da fase inicial pós-impressionista, sua pintura se dirige às formas tubulares de Léger, à fragmentação cubista e ao trato futurista da imagem, como O Amolador de Facas, 1912. Com o movimento suprematista, Malevich adere à abstração e ao compromisso com a pesquisa metódica da forma pura, evidenciada em séries como Branco sobre Branco. Após 1918, quando anuncia o fim do suprematismo por considerar o esgotamento do projeto, volta-se preferencialmente ao ensino, à escrita e à construção de modelos tridimensionais que têm grande influência sobre o construtivismo.
Mesmo que o rótulo suprematismo se confunda com o nome de seu mentor, sua influência sobre outros artistas russos é notável – por exemplo, a pintora Olga Vladimirovna Rozanova -, assim como sua penetração na Europa, marcando as artes visuais de modo geral a pintura, a arquitetura, o mobiliário, o design, a tipografia etc.
http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/…/index.cfm

Estética Marxista
A estética marxista propicia uma compreensão profunda, de preocupação com a dignidade humana, de busca da essência e dos fenômenos presentes numa obra de arte e que, ao refletir seu tempo, torna-se patrimônio de toda humanidade.
O legado de pensadores como Marx, Engels, Lukács, Gramsci e Brecht, mesmo sob críticas, é o esforço intelectual e pessoal em períodos sombrios da história, na tentativa de compreender o mundo, o ser, sua produção e possibilidades.
A retomada de conceitos na tentativa de compreender a arte contemporânea mostra-se uma necessidade, ainda que os mandos do mercado dificultem cada vez mais olhar com nitidez para obras falsamente novas. No âmbito específico da estética, o que compreende o entendimento da criação artística, sua apresentação e a atividade do criador, portanto indicando caminhos na teoria do conhecimento, a profunda abordagem da teoria marxista, especialmente os conceitos formalizados por Gyorg Lukács. Lukács formulou talvez um dos mais rigorosos corpos teóricos acerca da estética. Para ele, o ponto alto do ser humano é a arte, nela o homem concentra o empírico de sua existência: a subjetividade e a objetividade (a realidade cotidiana que o cerca). O artista deve refletir uma totalidade intensiva que é particularizada, ou seja, ao ser particular, ser único, este concentra tanto traços específicos quanto aqueles que se integraram a ele pelas circunstâncias, pelo ambiente, pela história. Nesse quadro, toda a obra de arte é uma totalidade para Lukács. Sobre a concepção de totalidade, Lukács debate com Brecht. Para Lukács a obra de arte é fechada, para Brecht, ela deve ser construída, modificada a todo tempo. Quanto ao receptor, Lukács entende que a arte tem um papel educador e que a recepção deve ser catártica. Brecht, além de criticar Lukács por este tomar como paradigma da expressão artística o romance burguês, critica a catarse e entende que a arte deve despertar e não envolver, através do estímulo ao distanciamento do público diante do que está sendo visto. As teorias desenvolvidas por Lukács dão conta de questões prementes do humanismo socialista, para as quais o marxismo já indicava soluções, a partir das concepções do materialismo dialético, em considerações esparsas nos escritos de Marx e Engels. Como nenhum dos dois pensadores produziu uma obra que tratasse exclusivamente da estética, coube aos seus discípulos a formulação de conceitos de estética marxista, considerando, além das bases do pensamento marxista, as demandas da história no processo de implantação de um governo socialista, no que diz respeito à necessidade de elaboração de uma política cultural. Nessa amplitude de compreensões, de teorias, que propiciam uma riqueza de análise desde preocupações diversas, como a própria Revolução Russa e a política cultural, o realismo socialista, pensar a relação entre a arte e a cultura, a sociologia da cultura, a indústria cultural, a modernidade, os intelectuais e a cultura, etc., a tentativa de compreensão de uma obra contemporânea a partir de conceitos elaborados pelo pensador Georg Lukács, exige a indicação de princípios do pensamento marxista tomados como ponto de partida.
http://encenato.blogspot.com/

Henri Matisse – Sala Vermelha, 1908 movimentorevolucionariodaarte.blogspot.com/20…
Fauvismo
Os Fauves (feras em francês) era um grupo de artistas de vanguarda cujos trabalhos valorizavam as qualidades pictóricas e o uso da cor profunda . Os Fauvistas simplificaram as linhas, exprimiram-se com assuntos de fácil leitura, perspectivas exageradas, uso de cores muito vivas e arbitrárias, pouco naturais, formas simples e planos lisos. Insistiram também na frescura do acabamento espontâneo. Como movimento, não teve nenhuma teoria concreta, e foi de vida curta. Apenas se registraram três exposições. Matisse foi visto como um líder do movimento. Disse que quis criar arte para e por prazer. Arte como decoração. O uso de cores vivas tenta manter a serenidade da composição. O Fauvismo é uma corrente artística se iniciou no início do século XX, seu nome significa as bestas selvagens, ou feras. Este nome foi dado pelo crítico Louis Vauxcelles no Salão de Outono de 1905 em Paris, onde as obras estavam expostas ao lado de uma estatueta renascentista.

A pintura fauvista é caracterizada pela busca da máxima expressão pictórica, e para tal, o estilo tipicamente francês usou da simplificação das formas, redução de graduação das cores, e estudou profundamente o uso das cores. Este estilo de pintura não tinha a intenção de ser crítico, as cores não deviam estar de acordo com o objeto representado, seus temas retratavam emoções, por isso não tinha obrigação com o real. Com cores intensas, explosivas, fortes, formas e perspectivas distorcidas, pinceladas vigorosas e telas nuas, os artistas fauvistas implementaram uma nova forma de expressar suas emoções diante das cenas que representavam.

A arte fauvista defendia que seus artistas criassem a partir de seus impulsos instintivos e sensações primárias, creio que por isso a denominação de fera. As linhas e as cores deveriam traduzir sensações elementares, surgir do impulso. Deveria se pintar como crianças ou selvagens. Os próprios críticos contrários ao grupo usam o termo bárbaro, primitivo, e associavam as imagens fauvistas ao desenho de crianças.

Ao observar essas pinturas, o espectador irá se deparar com uma pincelada espontânea e violenta de certa forma, o colorido é brutal, a sensação física da cor é uma sensação subjetiva, há uma utilização da cor pura, e a pintura por manchas largas formam grandes planos. A pintura desse período era considera uma realidade própria e não uma representação da realidade, é uma expressão da condição natural do homem.

Os fauvistas queriam abandonar a pintura intelectualizada, e alguns dos meios usados eram os usos de cores de modo selvagem e contornos negros. Dentro da corrente fauvista, destaca-se Henri Matisse. Matisse foi um dos pintores que exploraram o uso da cor forte, foi o único que evoluiu para o equilíbrio entre cor e traço em composições planas, procurou uma composição livre, sem outra ligação que não o senso de harmonia plástica. Sua cor não se dissolvia em matizes, mas era delimitada pelo traço. Matisse, como outros artistas do movimento, rejeitava a luminosidade impressionista, e usava a cor como fator principal da pintura, levando-a as últimas conseqüências. Argan dizia que a arte de Matisse era feita para decorar a vida dos homens.
http://pt.shvoong.com/humanities/arts/1795734-arte-moderna-fauvismo-matisse

Salvador Dali – pensamentoextemporaneo.wordpress.com/…/
Psicanálise Freudiana
Desde sua origem, a Psicanálise entrecruza-se com a Arte. A Psicanálise é fruto e matriz do pensamento moderno, fruto de idéias de intelectuais e artistas do século XIX e matriz de ideias do século XX.
Em relação à arte e aos artistas, Freud tinha atitudes contrastantes, num duplo movimento de atração e repulsa. Freud, de certa forma, “denigre” a arte ao colocá-la como fomentadora de ilusão, como correção de realidades insatisfatórias, ou do lado do sonho, do sintoma e do brincar da criança. Para Freud, o artista que cria está num campo oposto ao do analista que busca descobrir as verdades soterradas. Luigi Pareyson, esteta italiano que formulou a “teoria da formatividade”, pensa o fazer artístico de uma forma que ilumina o fazer psicanalítico: a arte é um “formar”, um fazer que é ao mesmo tempo um inventar. “Ela é um tal fazer que, enquanto faz, inventa o por fazer e o modo de fazer.” A própria idéia da inseparabilidade entre conteúdo e forma, que a arte mostra tão bem, faz com que o fazer psicanalítico tenha que ser repensado. Freud buscava o conteúdo atrás da forma, mas pensar que o sentido não se reduz ao conteúdo e que algo permanece enquanto forma leva-nos a uma escuta totalmente diferente.
Nascida entre a medicina e a literatura, a Psicanálise tem lugar garantido no campo da construção ficcional, encontrando na tragédia uma chave para o trabalho de interpretação. É diferente a situação da pintura. No pensamento de Freud, a questão principal é a seguinte: a tela, assim como uma cena onírica, representa um objeto ou uma situação ausente que, censurados, só se dão a ver por meio de seus representantes simbólicos. Como o sonho, o objeto plástico é pensado segundo a função de representação alucinatória e de ludíbrio. Aproximar-se desse objeto com palavras que permitem a apreensão de seu sentido significa dissipá-lo, assim como a conversão da imagem onírica em discurso conduz a significação para o espaço da racionalidade, rasgando o véu das representações sob o qual essa significação se ocultava. O objeto plástico, enquanto construção muda e visível, situa-se no espaço de realização imaginária do desejo. E é nisto que reside a função da arte. Freud distingue dois componentes do prazer estético: um prazer propriamente libidinal que provém do conteúdo da obra à medida que esta nos permite realizar nosso desejo (o que fazemos por identificação com o personagem ou com algum elemento do assunto tratado na obra) e um prazer proporcionado pela forma ou posição da obra que se oferece à percepção não como um objeto real, mas como uma espécie de brinquedo, de objeto intermediário, a propósito do qual são permitidos pensamentos e condutas com os quais o espectador pode se deleitar sem auto-acusações nem vergonha. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext…

Lenin na Tribuna –Alexander Mikhailovich Gerasimov
indochinaartgallery.wordpress.com/…/

Realismo Socialista
O Realismo Socialista propõem uma arte “Leninista-Estalinista” feita para o povo e para servir os interesses do povo. Os temas desta arte serão soviéticos, prosperidade dos Kolkhozes, alegria do trabalho colectivo, altos feitos dos heróis militares e civis, etc., estes temas devem ser expostos de forma acessível á compreensão das massas populares. A paisagem pura e a natureza morta são condenadas bem como toda a arte indiferente à realidade social. A pintura do Realismo Socialista é uma arte figurativa que tem as suas origens no Realismo iniciado por Gustave Courbet.
Este estilo tem a sua origem na ideologia totalitária do estado soviético, sendo imposto como “estilo oficial de estado”, pelo regime soviético a partir do Primeiro Congresso dos Escritores Soviéticos em 1934 e baseava-se no principio de que a arte devia promover os ideais sociais e políticos definidos pelo Estado. A expressão Realismo Socialista tem origem provável num artigo publicado na Gazeta Literária de Maio de 1932, onde se afirmava: “As massas exigem do artista honestidade, verdade e um realismo socialista revolucionário na representação da revolução proletária”. Em 1933, Máximo Gorki publica um importante artigo “Sobre o Realismo Socialista” onde escreve, “uma nova direcção é essencial para nós – o realismo socialista, que só pode ser criado a partir dos factos da experiência socialista”.
http://www.esec-josefa-obidos.rcts.pt/cr/ha/seculo_20/realismo_socialista.htm
indochinaartgallery.wordpress.com/…/ Lenin na Tribuna –Alexander Mikhailovich Gerasimov

livropelacapa.blogspot.com/2009_11_01_archive…
Teatro da Crueldade
Em O Teatro e seu duplo, obra na qual apresenta o conjunto de idéias que constituíram o teatro da crueldade, Antonin Artaud defende uma linguagem que pudesse exprimir objetivamente verdades secretas. Uma linguagem mais concreta que a utilizada para falar da esfera psicológica: mudar a finalidade da palavra no teatro é servir-se dela em um sentido concreto e espacial, combinando-a com tudo o que o teatro contém de especial e de significação em um domínio concreto; é manipulá-la como objeto sólido, capaz de abalar as coisas inicialmente no ar, e em seguida em um domínio mais misterioso e mais secreto.
Por isso, o teatro da crueldade é um ritual, valorizando o gestual e o objeto, trocando o lugar de palco e platéia. Em outras de suas obras, como Heliogábalo, O anarquista coroado e Viagem ao país dos Taraumaras, criou uma recíproca desse teatro, uma espécie de semiologia onde as coisas têm significado e formam discursos. A leitura de Viagem ao país dos Taraumaras, e do que escreveu depois sobre o ritual do peiote, mostra que esse rito do sol negro foi, para ele, a mais autêntica realização do teatro da crueldade.(ANTONIN ARTAUD: LOUCURA E LUCIDEZ, TRADIÇÃO E MODERNIDADE, por CLAUDIO WILLER), disponível em http://www.triplov.com/surreal/artaud_willer.html

 

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Aluno: Uirá Bandeira 3ºB

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