CEAN – Centro de Ensino Médio Asa Norte

Profº José Edson dos Santos – Códigos e Linguagens (ARTES)

Conteúdo 4º Bimestre                                                 3º A B C D

 

Africanidades Brasileiras:

1 – Abdias do Nascimento;

2 – Emanuel Araújo;

3 – Heitor dos Prazeres;

4 – Rubem Valentim.

 

Artistas Brasileiros Contemporâneos:

1 – Cildo Meirelles;

2 – Hélio Oiticica;

3 – Fayga Ostrower;

4 – Manabu Mabe;

5 – Nuno Ramos;

6 – Tomie Ohtake;

7 – Vik Muniz;

8 – Wesley Duke Lee.

 

Glossário Bimestral (Caderno de Artes):

1 – Arte Aborígene Australiana (Johnny Tjupurrula);

2 – Arte Digital;

3 – Arquitetura Contemporânea;

4 – Asdrúbal Trouxe o Trombone;

5 – Fluxus;

6 – Hiper Realismo;

7 – Jesus Cristo Superstar;

8 – Krzysztof Wodiczko;

9 – Mangue Beat;

10 – Sinfonia dos Planetas (Marte) – Holst;

11 – Teatro Antropológico (Eugenio Barba).

 

AVALIAÇÃO

Prova Interdisciplinar………………………………………………….. 3,0 pts.

Simulado……………………………………………………………………….2,0 pts.

Práxis artística/Exercícios…………………………………………. 2,0 pts.

Glossário Artístico (caderno de arte)…………………………2,0 pts.

Avaliação Formativa ………………………………………………….. 1,0 pt.

 

EXERCÍCIOS

1) Sobre a arte das minorias sexuais, julgue os itens com C ou E.

a) Barbara Kruger, Cindy Sherman e Robert Mapplethorpe, são expoentes na pós- modernidade artística que aborda a sexualidade e critica a sociedade Americana.

b) A arte da década de 1980 retomou a estética do Dadaísmo e da Body Art como forma de se contrapor ao Expressionismo Abstrato.

c) Cindy Sherman fotografou a si mesma vestida de estereótipos hollywwodiano.

d) Barbara Kruger em uma estratégia de marketing pousou nua, pintada com a bandeira americana, para chamar atenção dos críticos de arte.

e) Robert Mapplethorpe ficou conhecido no cenário artístico e gay norte-americano quando fotografou celebridades como Andy Warhol, David Hockney e Patty Smith.

 

2) Sobre Artistas e Movimentos depois da Semana da Arte Moderna, julgue com C ou E.

a) Alfredo Volpi depois da Semana de Arte Moderna fundou o Núcleo Bernadelli, que era contrário aos princípios da vanguarda europeia.

b) Cândido Portinari eternizou seu nome na pintura brasileira depois da Semana Arte Moderna com obras significativas: Os Retirantes e o mural Guerra e Paz.

c) Rebolo, Volpi e Clóvis Graciano pertenceram ao Grupo Santa Helena.

d) A Sociedade Pró-Arte Moderna foi um grupo de artista e intelectuais que agregava nomes conhecidos como Lasar Segall, Anita Malfatti e Tarsila do Amaral, entre outros.

e) Heitor dos Prazeres contribuiu com o seu abstracionismo primitivo a consolidação do Núcleo Bernadelli como grupo artístico depois da Semana de Arte Moderna.

 

3) Sobre o Neo-Expressionismo assinale seus artistas corretamente:

a) Andy Warhol, Roy Lichtenstein, Carl Andre e Robert Smithson.

b) Vitor Vasarely. Bridget Riley, Georg Baselitz e Jackson Polack.

c) Anselm Kiefer, Georg Baselitz, Francesco Clemente e Jean-Michael Basquiat.

 

4) Sobre O Concretismo/Neoconcretismo assinale seus artistas corretamente:

a) Ferreira Gullar, Amilcar Castro, Fayga Ostrowwer e Djanira.

b) Augusto de Campos, Décio Pignatari, Hélio Oiticica e Lygia Clark.

c) Lygia Pepe, Reinaldo Jardim, Haroldo Campos e Tomie Ohtake.

 

Glossário Bimestral (Caderno de Artes)

Arte digital ou arte de computador

É aquela produzida em ambiente gráfico computacional. Utiliza-se de processos digitais e virtuais. Inclui experiências com net arte, web arte, vídeo-arte, etc. Tem o objetivo de dar vida virtual as coisas e mostrar que a arte não é feita só a mão. Existem diversas categorias de arte digital tais como pintura digital, gravura digital, programas de modelação 3D, edição de fotografias e imagens, animação, entre outros. Os resultados podem ser apreciados em impressões em papéis especiais ou no próprio ambiente gráfico computacional. Vários artistas usam estas técnicas. Ao contrário dos meios tradicionais, o trabalho é produzido por meios digitais. A apreciação da obra de arte pode ser feita nos ambientes digitais ou em mídias tradicionais. Existem diversas comunidades virtuais voltadas à divulgação da Arte Digital, entre elas, Deviantart, CGsociety e Cgarchitect. O desenho digital é elaborado por meio de ferramentas virtuais que simulam as utilizadas na Arte Tradicional. É o aspecto mais conhecido da Arte Digital, constantemente confundido com a mesma. Dentro desta categoria de arte digital se encaixam as Pinturas Digitais, gravura digital e os trabalhos de Oekaki. As pinturas nada mais são do que desenhos digitais feitos com maior atenção em relação a detalhes, sombras e luzes. É o equivalente digital às pinturas em quadros e telas. Pintura digital ou ilustração digital, trata-se de geração de trabalhos utilizando programas específicos para edição de imagem que simulam a pintura em óleo sobre tela. Muito embora existam possibilidades de aquarela, baixo-relevos, etc. Manipulação de fotos é uma das principais áreas de expressão da arte digital. Consiste em manipular uma fotografia, sendo esta manipulação visível além de mudança de cores. Deve-se manter em mente que somente pode-se utilizar fotografias de “stock” (fotografias nas quais o autor especifica que tais podem ser utilizadas para trabalhos de arte de outros, não somente manipulação de fotos, mas também como referência para desenhos e pinturas, arte vetor, modelos tridimensionais, e outros.) para realizar manipulações que não infrinjam as leis de copyright autoral.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arte_digital – 48k –

 

Arquitetura Contemporânea

Abarca todos os movimentos, tendências e técnicas arquitetônicos utilizados nos tempos atuais, sucedendo à arquitetura moderna. Diversos arquitetos compõem as manifestações da estética contemporânea, dentre os quais os principais são Le Corbusier, Frank Lloyd Wright, Jacobus Johannes Pieter Oud, Oscar Niemeyer e outros. A Arquitetura pós-moderna é uma das mais recentes manifestações contemporâneas, assim como a high-tech, a sustentável e a vernacular. Na década de 1960, surgiu entre muitos arquitetos um sentimento de rejeição do International Style, que tinha retrocedido a fórmulas monótonas e estéreis. Uma das correntes arquitetônicas que reage contra a ortodoxia do racionalismo é a chamada pós-modernista, ligada ao movimento filosófico do mesmo nome. Abrange as tendências neo-historicistas de Ricardo Bofill ou de Óscar Tusquets, os traços extremos do desconstrutivismo de Frank Gehry ou Zaha Hadid, a ironia de Robert Venturi, Helmut John ou Michael Graves. O multifacetado Philip Johnson confirmou sua adesão ao pós-modernismo com o edifício AT&T (1982), de Nova York, um arranha-céu com um frontão quebrado. Nas últimas décadas do século XX, tendências divergentes têm surgido no quadro arquitetônico, como o desconstrutivismo e o high-tech. Ao mesmo tempo, tem se iniciado uma revisão dos mestres das vanguardas e, portanto, uma recuperação dos postulados do modernismo. Esta tendência é manifesta na obra de numerosos arquitetos, entre eles o holandês Rem Koolhas, o japonês Tadao Ando, o norte-americano Richard Meier, o espanhol Rafael Moneo e o português Álvaro Siza, que, em 1969, ficou entusiasmado com o livro de Robert Venturi Complexidade e contradição em arquitetura.

http://www.coladaweb.com/artes/arquitetura/arquitetura-conte… – 40k –    

http://pt.wikipedia.org/wiki/Arquitetura_contemporanea

 

Asdrúbal Trouxe o Trombone

O trabalho do grupo define-se pela desconstrução da dramaturgia, a interpretação despojada e a criação coletiva. Vários grupos no Rio de Janeiro até o início dos anos 1980 são seus seguidores, entre eles, a Companhia Tragicômica Jaz-o-Coração, Banduendes Por Acaso Estrelados, Beijo na Boca, Diz-Ritmia. Já na estréia, em 1974, o Asdrúbal chama a atenção do público e da crítica com o espetáculo O Inspetor Geral, de Nikolai Gogol. Segundo o crítico Yan Michalski, “quem assistiu ao lançamento sentiu que a demolidora irreverência do grupo continha a semente de um novo teatro, criado pelo prisma da visão de mundo da geração que então estava ingressando na idade adulta. A prodigiosa energia vital do conjunto […] se revelaria mais tarde o denominador comum de uma nova proposta teatral, que ocuparia um dos primeiros planos na atividade cênica do país”. A intencional gratuidade do nome apresenta a proposta dos integrantes: o Asdrúbal Trouxe o Trombone surge em contraponto à ideologia que marca os conjuntos teatrais desde a década de 1960. Na primeira fase de trabalho, o grupo parte ainda de textos clássicos. Depois de O Inspetor Geral, encena Ubu Rei, de Alfred Jarry, 1975. Mais do que a montagem do texto, interessa aos artistas expressar a realidade pessoal e coletiva, servindo-se da obra apenas como estímulo. Na encenação de Ubu Rei, os atores, vestidos de palhaços, com figurinos coloridos e maquiagem desenhada, adotam a linguagem circense. A releitura dos clássicos revela-se um caminho para criação coletiva de Trate-me Leão, em 1977, que entra para a história do teatro como fenômeno estético, influenciando uma geração de jovens atores. Ainda segundo Michalski: “O grupo afasta-se aqui da linha de irreverente demolição/construção em cima de textos clássicos, enveredando por um não menos irreverente caminho da criação coletiva, para falar de si mesmo, ou de gente muito parecida com os asdrubalinos: a ‘grilada’ e alegre juventude Zona Sul, cuja linguagem, rituais, problemas e preocupações o brilhante espetáculo de Hamilton Vaz Pereira colocava em cena com uma desavergonhada verdade”.2 Os espetáculos seguintes, Aquela Coisa Toda, 1980, e A Farra da Terra, 1983, oferecem aos espectadores uma estrutura aberta, flagrante de um processo, em que os atores mostram os mecanismos da ilusão teatral.  O grupo cria sua linguagem pela prática desenvolvida no processo de improvisações e jogos coletivos. O ator é o eixo da criação e a função do diretor consiste em selecionar, sequenciar, costurar os fragmentos produzidos por ele. Trabalhando com a noção de jogo e suprimindo a de interpretação, o artista entra em cena para contracenar com seu parceiro e cria a partir do seu próprio imaginário. Para isso, o grupo usa poucos objetos cênicos e, no palco nu, valoriza os recursos físicos e criativos do intérprete. Mas não se exige nenhum tipo de virtuosismo, pelo contrário: o ator não deve cantar, mas cantarolar, deve ser antes de tudo uma pessoa que experimenta e não um especialista. Cada integrante está ali pelo que é – critérios de bom ou mau ator não entram em questão, o que mais uma vez evidencia a valorização do aspecto afetivo em detrimento do técnico. Entre os seus integrantes destacam-se Regina Casé, Luiz Fernando Guimarães, Patrícia Travassos, Evandro Mesquita, Perfeito Fortuna, Nina de Pádua e Gilda Guilhon.

ttp://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_te… – 24k –

 

Hiper-realismo

As obras extremamente detalhadas da pintura e da escultura hiper-realista têm raízes no fotorrealismo, um movimento que surgiu no fim da década de 1960, nos Estados Unidos. O termo usado para descrever a arte que parece tão realista quanto a fotografia e que geralmente usa fotografias como fonte primária. O pintor americano Denis Peterson (nascido em 1944) diferencia o hiper-realismo do fotorrealismo argumentando que, no hiper-realismo, uma imagem visual é usada para recriar uma imagem fotorrealista que é quase mais realista do que sua fonte fotográfica, ao passo que o fotorrealismo apenas simula a fotografia.

Artistas hiper-realistas fazem alterações meticulosas na profundidade de campo, na cor e na composição das obras, a fim de enfatizar uma mensagem de consciência social a respeito de aspectos da cultura e da política contemporâneas.

Os primeiros artistas a criarem obras hiper-realistas foram americanos, e entre eles estavam os pintores Peterson, Richard Estes (nascido em 1936), Audrey Flack (nascida em 1931) e Chuck Close (nascido em 1940). A criação de suas obras vultuosas envolvia meses de insuportável esforço. A obra Trem D, de Estes, é típica do hiper-realismo por retratar a cidade como uma paisagem misteriosa e geométrica, caracterizada por vidros altamente reflexivos e superfícies de aço. Na Europa, entre os pintores hiper-realistas está o austríaco Gottfried Helnwein (nascido em 1948). Ele usou a técnica hiper-realista pela primeira vez para retratar o sofrimento extremo. Suas obras posteriores abordam o tema do nazismo e do Holocausto, principalmente em sua série Epifania (1996-1998). Em Epifania (A adoração dos magos), oficiais da SS com uma mãe e uma criança representam os magos, a Virgem Maria e Jesus, com o bebê sendo admirado como um exemplo da perfeição ariana.

O hiper-realismo não se restringe à pintura. Escultores americanos como Duane Hanson (1925-1996) também criaram esculturas hiper-realistas em tamanho natural. Hanson focava em obras figurativas, geralmente representando pessoas comuns da classe média americana. Queenie II retrata uma mulher afro-americana obesa vestida como faxineira e empurrando seu carrinho de limpeza a escultura tem uma forte presença física que lembra o espectador que os trabalhadores mal remunerados são, em geral, “invisíveis” para a sociedade. Hanson faz os moldes usando modelos e depois cria suas esculturas com resina de fibra de vidro ou bronze, decorando-as com roupas e outros acessórios. Vista in loco, à primeira vista as esculturas parecem pessoas reais. O escultor americano Robert Gober (nascido em 1954) começou suas esculturas hiper-realistas no início da década de 1980, e suas obras feitas à mão também parecem realistas. Diferentemente das imagens humanas de Hanson, contudo, as esculturas de Gober são de objetos domésticos, como urinóis e pias, que chamam a atenção do espectador para a intimidade da higiene pessoal e da noção de desperdício.

O escultor australiano Ron Mueck (nascido em 1958) é provavelmente o mais famoso escultor hiper-realista do século XXI. Ele se destacou com a obra Pai Morto (1996-1997), uma representação diminuta de seu pai morto, nu e deitado de costas, exibida na Royal Academy de Londres em 1997. Mueck cria esculturas figurativas com fibra de vidro, resina e silicone. Suas obras são geralmente nus com incríveis detalhes –unhas amareladas do pé, barba por fazer e pelos no corpo. Mueck brinca com a idéia de escala, em contraste com a pequenez de Pai Morto, a obra Mulher Grávida (2002) é uma escultura enorme de uma mulher nua com as mãos sobre a cabeça. Mueck aborda a idéia clássica da perfeição do corpo, mostrando a fragilidade da forma humana.

 

Fluxus

Fluxus foi um movimento artístico caracterizado pela mescla de diferentes artes, primordialmente das artes visuais, mas também da música e literatura. Teve seu momento mais ativo entre a década de 60 e década de 70, se declarando contra o objeto artístico tradicional como mercadoria e se proclamou como a antiarte. Fluxus foi informalmente organizado em 1961 pelo lituano George Maciunas (1931-1978) através da Revista Fluxus se estendendo para os Estados Unidos, Europa e Japão. Outros organizadores do início do Fluxus: George Brecht, John Cage, Jackson Mac Low e Toshi Ichijanagi organizando palestras, performances, música e poesia visual. Mais tarde outros se associaram como Joseph Beuys, Dick Higgins, Gustav Metzger, Nam June Paik ,Wolf Vostell e Yoko Ono. Allan Kaprov e Marcel Duchamp foram os criadores dos primeiros happenings, o estilo dos artistas e da teoria do Fluxus foi muito comparada a estética do Dadaísmo e do Pop art. Enquanto o fluxus se concentrava nos grandes centros urbanos da década de 60 e 70, a partir da década de 90 a comunidade Fluxus começou a se reorganizar através da internet e comunidades on-line em todo mundo trocando experiências reais de poesias visuais, performances culturais, música e vídeo (mail art).

http://pt.wikipedia.org/wiki/Fluxus

 

Johnny Tjupurrula

A arte aborígene australiana é uma das últimas geniais tradições de arte para serem apreciadas. O uso efêmero de materiais torna difícil determinar hoje em dia a idade da maioria das formas praticadas nessa arte. As formas mais duráveis são as múltiplas gravuras e pinturas em rochas encontradas no continente. Em Arnhem Land, evidências sugestionam que as pinturas foram feitas quinze mil anos atrás, anterior às pinturas rupestres paleolíticas de Altamira e Lascaux na Europa. Desenhos de gravuras foram encontradas no sul da Australia e datadas há treze mil anos atrás. Recentes estudos indicam que gravuras e pinturas desse e outros tipos de arte aborígene, mantiveram contínua a atividade artística ao longo do milênio. Arte para os aborígenes significada o presente conectado ao passado e a seres humanos com o mundo sobrenatural – aos poderes ancestrais. Ela é puramente espiritualista e envolvida em tudo que é natural no universo. A vida espiritual aborígene centra-se no sonho. Termo usado para descrever a ordem espiritual, natural e moral do cosmos. Isso relata o período da gênesis do universo para o tempo além da viva memória. E essa é a real crença deles. O termo sonho não é sinônimo de um estado de sono ou irreal, mas sim um meio para o estado da realidade acima do mundano. O sonho foca atividades e escrituras épicas dos seres sobrenaturais e ancestrais sendo: o arco-íris, a serpente, o homem iluminado, as irmãs Wagilag, Tingari e Wandjina – ambos tem formas humanas e não humanas – viajando através do mundo e criando nele. Provendo as leis sociais e de comportamento religioso. O sonho define não somente o passado, mas dá também a moldura ideológica de cada sociedade humana retendo o equilíbrio harmônico com o universo.

Revelou-se entre os artistas aborígenes devido a sua abordagem inovadora e de sua técnica delicada. Sua pintura serviu também para o desenvolvimento de estradas, pistas e assentamentos. Em troca. Seu trabalho foi remunerado na forma de bens consumíveis, comida, farinha, chá, açúcar, tabaco e produtos hortigranjeiros frescos. Johnny sempre aceitou a ideia de que suas pinturas são histórias aborígenes. Ele nunca permitiu qualquer infiltração de influências européias e raramente utiliza representações literais de objetos. A pintura aborígene australiana usa sinais, símbolos e tintas no corpo. Devido essa “pureza” suas obras mantêm uma integridade que as coloca entre as mais significativas produção de arte seminal. A arte visual aborígene tem diversas formas, desde a gravura em pedra até a simples arte de decorar o corpo, pinturas no solo e esculturas cerimoniais em madeira. A colocação de novas técnicas e materiais como a tela e a tinta acrílica facilitou novas criações e formas artísticas. Uma das técnicas observadas na Australia é o uso da lona no chão como suporte sem moldura. Aparentemente abstrata, a arte aborígene carrega diversos significados relacionados com sua tradição. A figura de animais, bumeranges, cangurus no momento de caça e temas relacionados à vida no deserto são apenas alguns exemplos da figuração artística desse povo.

http://www.jintaart.com.au/bios/johnnywbio.htm

 

Mangue Beat

Foi um movimento musical surgido na cidade de Recife, no começo dos anos 90, quando bandas como Chico Science & Nação Zumbi e Mundo Livre S/A decidiram misturar a música pop internacional de ponta (o rap, as várias vertentes eletrônicas e o rock neopsicodélico inglês) aos gêneros tradicionais da música de Pernambuco (maracatu, coco, ciranda, caboclinho etc.). Originalmente chamado de Mangue Bit (bit entendido como unidade de memória dos computadores), o movimento teve seu primeiro manifesto, Caranguejos com Cérebro, escrito pelo ex-punk Fred 04 (do Mundo Livre) e Renato L, publicado pela imprensa local em 1992. “Imagem símbolo: uma antena parabólica enfiada na lama. Ou um caranguejo remixando Anthena, do Kraftwerk, no computador”, explicavam.

O “núcleo de pesquisa e produção de idéias pop” articulado por essa juventude recifense tinha como objetivo “engendrar um circuito energético, capaz de conectar as boas vibrações dos mangues com a rede mundial de circulação de conceitos pop”. Surgia a denominação de “mangueboys e manguegirls”. “(…) São indivíduos interessados em: quadrinhos, TV interativa, antipsiquiatra, Bezerra da Silva, hip hop, midiotia, artismo, música de rua, John Coltrane, acaso, sexo não-virtual, conflitos étnicos e todos os avanços da química aplicada no terreno da alteração e expansão da consciência”, dizia o manifesto. No começo dos anos 80, Chico Science (ou melhor, Francisco França) era integrantes da Legião Hip Hop, equipe de dança de rua que imitava os breakers americanos. Com o guitarrista Lúcio Maia e Alexandre Dengue, participou do grupo de rock pós-punk Loustal. Da fusão do Loustal com o bloco de samba-reggae Lamento Negro, surgiu no começo dos anos 90 a Nação Zumbi, que estreou nos palcos de Recife em junho de 91. A Soparia de Roger (citado por Chico Science na música Macô)e o bar Arte Viva, em Boa Viagem, acolheram as primeiras manifestações dos mangueboys.  Propagada por Chico e pelo Mundo Livre, logo a batida do Mangue (Mangue Beat) estaria chegando ao Sudeste, onde, depois de algumas entusiasmadas reportagens em jornais, as principais gravadoras do país se interessaram por aquela novidade vinda de uma cidade nordestina de forte tradição musical que quase duas décadas antes havia revelado seu último grande produto pop: Alceu Valença. A Sony contratou Chico e a Nação Zumbi e o selo Banguela Discos (dos Titãs) ficou com o Mundo Livre. Em 1993, seriam lançados, respectivamente, seus discos de estréia, Da Lama ao Caos e Samba Esquema Noise (título que logo denunciou a influência de Jorge Ben – seu disco de estréia se chamou Samba Esquema Novo – sofrida pelo Mundo). Com as músicas A Cidade e A Praieira, bem-engendradas fusões de rap com maracatu, a Nação saiu à frente em termos de reconhecimento popular – isso, apesar de os dois discos terem sido igualmente muito bem recebidos pela crítica musical de todo o país. No rastro da duas bandas, vieram outros grupos de Recife dedicados às misturas do pop com a música regional: Jorge Cabeleira e o Dia em Que Seremos Todos Inúteis, Mestre Ambrósio, Cascabulho, Sheik Tosado. Houve outras, porém mais tradicionalmente roqueiras, como Devotos do Ódio (banda punk da favela de Alto José do Pinho), Querosene Jacaré e Eddie, e algumas filiadas ao rap, como o Faces do Subúrbio (também do Alto) e Sistema X. Destaque absoluto da cena de Recife, Chico Science & Nação Zumbi ganharam o país e embarcaram em 1995 numa bem-sucedida turnê européia ao lado os Paralamas do Sucesso – em alguns shows, foram até a atração principal. Em 1996, lançaram sua obra-prima, o disco Afrociberdelia, em que o maracatu da banda ficou mais eletrônico e internacional, com participações especiais de artistas como Gilberto Gil, que gravou na faixa Macô. O primeiro sucesso do disco, Maracatu Atômico (de Jorge Mautner e Nelson Jacobina) fazia outra ligação com a geração anterior da MPB. Meses depois, no dia 2 de fevereiro de 1997, Chico morreu num acidente de carro em Recife, deixando órfã toda uma geração de mangueboys e manguegirls. Alguns apostaram que seria o fim desse movimento, freqüentemente comparado ao Tropicalismo. Mas os artistas do Mangue Beat procuraram outros caminhos dentro da diversidade. Aparaceram trabalhos elogiados como o do ex-percussionista do Mundo Livre Otto (Samba pra Burro, eleito o melhor disco de 1998 pela Associação Paulista dos Criticos de Arte), do DJ Dolores e da cantora e tecladista Stella Campos.

http://cliquemusic.uol.com.br/generos/ver/mangue-beat – 18k –

 

Sinfonia dos Planetas (Marte)

Gustav Theodore von Holst nasceu em Cheltenham, Inglaterra, no dia 14 de setembro de 1874. Gustav Holst viveu na cidade de Thaxted de 1914 a 1925 tendo organizado e conduzido os Festivais Whitsun entre 1916 e 1918.  Composta por Gustav Holst no período entre 1914 e 1916, a suite sinfônica “Os Planetas opus 32” foi executada pela primeira vez em 1918 embora sua primeira apresentação pública só tenha ocorrido em novembro de 1920. Esta suite, feita para grande orquestra e vozes, tem a duração de 48 minutos e 19 segundos e está dividida em sete movimentos que, segundo o compositor, refletem a natureza astrológica de cada planeta. Durante toda a sua vida Gustav Holst sempre esteve profundamente mergulhado no misticismo e na astrologia.

Os sete movimentos da suite sinfônica Os Planetas representam os planetas conhecidos na época em que Holst a compôs. Nela estão Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Estranhamente o planeta Terra não está representado. Plutão também não aparece nessa suite mas isso é devido ao fato de só ter sido descoberto em 1930, bem depois da data em que Holst terminou sua composição. Também é interessante notar que alguns planetas aparecem na sinfonia “Os Planetas” de Holst em uma ordem diferente daquela que conhecemos no Sistema Solar. O planeta Marte é o primeiro a ser descrito e, em seguida, aparece o planeta Vênus. Após Vênus temos a parte dedicada a Mercúrio e, depois dela, a suite segue a ordem correta dos planetas conhecidos naquela época: Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Aqui está uma pequena descrição da suíte Marte?  Este é primeiro movimento da suite “Os Planetas” e tem o subtítulo “O Portador da Guerra” dado pelo autor. Todo esse movimento já estava na cabeça do compositor em 1914, ano em que começou a Primeira Guerra Mundial. O movimento Marte possui 7 minutos e 31 segundos de duração. Seu implacável ritmo no compasso 5/4 e a presença marcante de instrumentos de metal sugere a destruição provocada pela guerra. O competente uso da harmonia e ritmo pelo compositor produz um efeito alarmante e emocional. Este movimento tem sido usado como trilha sonora em vários filmes de ficção científica.:

http://www.on.br/revista_ed_anterior/…/gustav.html

 

Krzysztof Wodiczko

Nasceu em 1943 em Varsóvia, na Polônia, e vive e trabalha em Nova York e Cambridge, Massachusetts. Since 1980, he has created more than seventy large-scale slide and video projections of politically-charged images on architectural façades and monuments worldwide. By appropriating public buildings and monuments as backdrops for projections, Wodiczko focuses attention on ways in which architecture and monuments reflect collective memory and history. Desde 1980, ele criou mais de setenta escala slide grande e projeções de vídeo de imagens carregadas politicamente em fachadas de arquitetura e monumentos em todo o mundo. Apropriando-se edifícios públicos e monumentos como pano de fundo para as projeções, Wodiczko focaliza a atenção sobre as formas em que a arquitetura e monumentos reflectem memória coletiva e história. In 1996 he added sound and motion to the projections and began to collaborate with communities around chosen projection sites, giving voice to the concerns of heretofore marginalized and silent citizens who live in the monuments’ shadows. Em 1996, ele acrescentou som e movimento para as projeções e começou a colaborar com as comunidades em torno dos locais de projeção escolhido, dando voz às preocupações dos cidadãos marginalizados e em silêncio até agora, que vivem em monumentos “sombras da. Projecting images of community members’ hands, faces, or entire bodies onto architectural façades, and combining those images with voiced testimonies, Wodiczko disrupts our traditional understanding of the functions of public space and architecture. Projeção de imagens de “membros da comunidade mãos, rostos, corpos inteiros ou em fachadas de arquitetura, e combinando essas imagens com depoimentos expressaram, Wodiczko perturba o nosso entendimento tradicional das funções do espaço público e da arquitetura. He challenges the silent, stark monumentality of buildings, activating them in an examination of notions of human rights, democracy, and truths about the violence, alienation, and inhumanity that underlie countless aspects of social interaction in present-day society. Ele desafia o flagrante, a monumentalidade dos edifícios em silêncio, ativando-os por um exame das noções de direitos humanos, democracia e verdades sobre a violência, alienação e desumanidade que sustentam inúmeros aspectos da interação social no dia a sociedade atual. Wodiczko has also developed ‘instruments’ to facilitate survival, communication, and healing, for homeless people and immigrants. Wodiczko também desenvolveu “instrumentos” para facilitar a sobrevivência, comunicação e cura, para pessoas sem abrigo e imigrantes. These therapeutic devices, which Wodiczko envisions as technological prosthetics or tools for empowering and extending human abilities, address physical disability as well as economic hardship, emotional trauma, and psychological distress. Estes dispositivos terapêuticos, que Wodiczko antevê como próteses tecnológicas ou ferramentas para fortalecer e estender as capacidades humanas, de incapacidade física de endereço, bem como as dificuldades econômicas, o trauma emocional e sofrimento psíquico. Wodiczko heads the Interrogative Design Group and is Director of the Center for Art, Culture, and Technology, formerly known as the Center for Advanced Visual Studies, at the Massachusetts Institute of Technology. Wodiczko lidera o Interrogative Design Group e é diretor do Centro de Arte, Cultura e Tecnologia, anteriormente conhecido como o Center for Advanced Visual Studies, do Massachusetts Institute of Technology. His work has appeared in many international exhibitions, including the São Paulo Bienale (1965, 1967, 1985); Documenta (1977, 1987); the Venice Biennale (1986, 2000); and the Whitney Biennial (2000). Seu trabalho tem aparecido em várias exposições internacionais, incluindo a Bienal de São Paulo (1965, 1967, 1985), Documenta (1977, 1987), a Bienal de Veneza (1986, 2000), e da Bienal de Whitney (2000). Wodiczko received the 1999 Hiroshima Art Prize for his contribution as an artist to world peace, and the 2004 College Art Association Award for Distinguished Body of Work. Wodiczko 1999 recebeu o Prêmio Hiroshima Arte por sua contribuição como uma artista para a paz mundial, e de 2004 College Art Association Award para o corpo distinto do Trabalho.

 

Teatro Antropológico

Encontrar uma anatomia especial para o ator, ou seja, o seu “corpo extra-cotidiano”. É através da antropologia teatral – “o estudo do comportamento cênico pré-expressivo que se encontra na base dos diferentes gêneros, estilos e papéis e das tradições pessoais e coletivas”, que Barba vai encontrar esse “novo corpo”, onde a presença física e mental do ator modela-se segundo princípios diferentes dos da vida cotidiana. O corpo todo pensa/age com uma outra qualidade de energia e ter energia significa saber modelá-la: “um corpo-mente em liberdade afrontando as necessidades e os obstáculos predispostos, submetendo-se a uma disciplina que se transforma em descobrimento.” A utilização extra-cotidiana do corpo-mente é aquilo que ele chama de “técnica”. Uma ruptura dos automatismos do cotidiano. Princípios aplicados ao peso, ao equilíbrio, ao uso da coluna vertebral e dos olhos e que produzem tensões físicas pré-expressivas, uma qualidade extra-cotidiana de energia que vai tornar o corpo teatralmente “decidido”, “crível”, “vivo”. Desse modo, a presença do ator, o seu bios-cênico, conseguirá manter a atenção do espectador antes de transmitir qualquer mensagem. A força da “presença” do ator não é algo que está, que se encontra aí, à nossa frente. Eugênio Barba nos fala da “presença” como uma contínua mutação que acontece diante de nossos olhos. As técnicas cotidianas do corpo são em geral caracterizadas pelo princípio do esforço mínimo, ou seja, alcançar o rendimento máximo com o mínimo uso de energia. As técnicas extra-cotidianas, ao contrário, buscam o máximo de energia quanto mais mínimo é o movimento. Etimologicamente, energia significa “entrar em trabalho”. Barba vai encontrar princípios comuns, recorrentes, que norteiam este estado pré-expressivo do ator e que se encontram por trás da representação em diferentes lugares e épocas, como: Equilíbrio, Dilatação, Energia, Oposição. Corpo Decidido

http://www.caleidoscopio.art.br/…/eugeniobarba06.html

 

Jesus Cristo Superstar

Foi uma famosa ópera rock que agraciou os teatros no início dos anos setenta no mundo todo, inclusive no Brasil. Escrita pelos ingleses Andrew Lloyd Webber e Tim Rice em 1970, seu enredo trata dos últimos sete dias na vida de Jesus, vistos pela perspectiva de Judas Iscariotes. É a primeira vez que o evangelho é retratado desta maneira. Como não encontraram quem se dispusesse a investir dinheiro para levar a peça ao palco, o duo gravou primeiro sua trilha sonora, tendo nela nomes que, embora desconhecidos à época, ganhariam certo nome no futuro próximo. Nomes como Ian Gillan, vocalista de Deep Purple, e Yvonne Elliman que além de aparecer em vários discos de Eric Clapton, teria ainda um sucesso seu na era da discoteca (“If I Can’t Have You”). Outros nomes nesta primeira gravação incluem os músicos Steve Ray Vaughan, Chris Spedding e Henry McCulloch, e cantores de renome na época, como Madeline Bell, Terry Saunders, P.P. Arnold, Kay Garner e Tony Ashton. O sucesso do disco, principalmente nos Estados Unidos, levou a peça a estrear primeiro na Broadway já com outro elenco, diferente do disco, embora nomes como o de Yvonne Elliman e Barry Dennen permanecessem. O sucesso do trabalho levou a peça a ser encenada em diversos países, tendo, até hoje, versões em pelo menos vinte e duas línguas diferentes, inclusive português, húngaro e até japonês. Em 1973, o diretor Norman Jewison levou tudo para o cinema, filmando toda a história no deserto árido circundando Jerusalém, em Israel. Para o filme, Ian Gillan foi novamente procurado para retomar seu papel de Jesus; o cantor, porém, preferiu se dedicar a sua banda Deep Purple e declinou o convite. Jesus seria interpretado, então, pelo americano Ted Neeley, que pode ser lembrado por alguns por suas aparições como um vilão no seriado de Tv “O Homem do Fundo do Mar”. Curiosamente, Yvonne Elliman e Barry Dennen repetiram seus papéis, sendo assim os únicos a participarem dos três projetos: disco, peça e filme. A trilha sonora é essencialmente roqueira, e a letra traduzida aqui apresentada foi tirada do filme, a mais provável a ser encontrada tanto em CD quanto em DVD.

 

Artistas Brasileiros Contemporâneos:

1 – Abdias do Nascimento

2 – Emanuel Araújo

3 – Rubem Valentim

4 – Heitor dos Prazeres

5 – Cildo Meirelles

6 – Hélio Oiticica

7 – Vik Muniz

8  – Nuno Ramos

9 – Wesley Duke Lee

 

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Aluno: Guilherme Henrique 3ºB

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