3° anos (A, B, C, D e E)(Conteúdo 2º bimestre):

1 – Bauhaus

2 – Semana de Arte Moderna no Brasil de 1922

3 – Expressionismo Abstrato

4 – Land Art

5 – Minimalismo

6 – Op Art

7 – Pop Art

8 – Videoarte

Glossários artísticos: (caderno de arte individual 

1 – Arquitetura Moderna

2 – Arte Conceitual

3 – Arte Povera

4 – De Stijl

5 – Body Art

6 – Geração Beat

7 – Happening

8 – Jazz

9 – Rock

10 – Instalação Multimídia

11 – Performance

12 – Teatro do Absurdo

 

A prática artística do bimestre poderá ser desenvolvida na linguagem artística escolhida pelo aluno/ ou grupo (previamente combinado com o professor), para ser socializada com a turma em forma de exposição ou apresentação teatral ou musical antes do término do bimestre. Em ARTES VISUAIS (releituras de artistas, criação livre com material do aluno): COR é comunicação! Em Preto e branco com caneta preta (Charge, Cartum, História em quadrinhos

 

AVALIAÇÃO:

1) Prova Interdisciplinar……………………………………………………..3,0 pts.

2) Trabalho em grupo/apresentação………………………………………2,0 pts.

3) Projeto interdisciplinar da área de Códigos…………………………  1,0 pt.

4) Caderno de artes (Glossário Artístico)………………………………. 2,0 pts.

5) Prática artística do bimestre……………………………………………. 2,0 pts.

CONTEÚDO 2º BIMESTRE

BAUHAUS

Um centro de agitação criativa

A Bauhaus, mais que uma escola de artes e arquitetura, foi um centro de agitação de todas as disposições criativas da época, que assinalou o início de uma nova fase na arquitetura mundial.  Um de seus principais méritos consiste em ter alterado as relações entre desenho e arte industrial. Além disso, as experiências pedagógicas de Klee e Kandisky acabaram sendo publicadas em verdadeiros tratados sobre arte.

O embrião da Bauhaus foi a escola de artes aplicadas de Weimar, fundada em 1906 pelo grão-duque de Sax-Weimar. Inicialmente foi dirigida por Henry Van de Velde (1863 – 1957), que, quando deixa a Alemanha, indica Walter Gropius (1883 – 1969) como seu sucessor; assumindo a direção em 1919, este reestruturou a escola e a batizou Bauhaus. As idéias de Gropius baseavam-se fundamentalmente na combinação de um ideal morrisiano (William Morris, que acreditava que o artista deveria desenhar e executar seu trabalho) com a idéia da unidade entre o monumental, grandioso e os elementos decorativos. Visava criar uma nova forma de arquitetura moderna.

O primeiro manifesto, influenciado pelos ideais do impressionismo, bastante em voga na Alemanha pós-guerra, proclamava, em tom entusiasta, a união de artistas e arquitetos na procura da melhor relação entre a forma e o material, forma e função e entre a forma e o modo de produção: “A Bauhaus almeja constituir em unidade o conjunto de disciplinas artísticas – escultura, pintura, desenho e artes aplicadas – para incorporá-las a uma arquitetura de novo cunho”. O método da escola consistia basicamente em introduzir os estudantes aos princípios da forma, instruí-los no trabalho com materiais, cores e texturas, orientá-los no estudo de obras pictóricas e sobretudo procurava estimular a livre criatividade. A instituição não estava empenhada na busca de um estilo próprio, pelo contrário, sua postura era independente de qualquer modelo preestabelecido, não se caracterizando como uma academia fechada.

A partir de 1923, cresce em importância para essa escola a figura do artífice e designer no processo industrial de massa. O estilo Bauhaus, com forte influência de idéias socialistas, apesar de impessoal e severo (bastante geométrico), possuía um elevado refinamento de formas e linhas. Esse refinamento é creditado, de uma certa forma, ao ideal de economia dos materiais, que exigia um profundo conhecimento de suas possibilidades.

Foi estabelecido um bom inter-relacionamento entre as “pesquisas” e conquistas obtidas na escola e a própria indústria, que acabou por utilizar-se de muitos de seus produtos para a manufaturação em larga escala.

A escola passa a exercer forte influência sobre a sociedade de Weimar, com suas utopias sociais e idéias avançadas. Isso incomoda os setores conservadores locais que, em 1924, ao vencerem as eleições, forçam a dissolução da escola. Em 1926 a Bauhaus se estabelece em Dessau, aonde é construído o novo edifício da escola, projetado por Gropius; um marco da arquitetura do século XX que estabelece um novo princípio estético, com o uso de volumes limpos e definidos. Essa mudança marca o início de uma nova fase, cuja produção se caracteriza pela simplicidade racional e pela preocupação com a viabilização econômica dos projetos. Nesse mesmo ano Hannes Meyer (1889 – 1954) assume o departamento de arquitetura da instituição planejando intensificar as atividades sociais desta: “As necessidades das pessoas em lugar das necessidades do luxo”. Em 1928 Gropius renuncia à direção da escola devido às dificuldades políticas que vinha encontrando no cargo e nomeia Meyer como seu sucessor. Porém o crescimento político da direita acaba por forçar a destituição deste em 1930. Mies Van der Rohe assume cargo, porém, em 1932, a escola é novamente fechada e dissolvida; durante seis meses ele ainda tenta continuar com a instituição em Berlim, agora como um empresa privada mas esta é definitivamente desativada pelos nazistas em 20 de julho de 1933. Esse fechamento da escola, porém, longe de tirar sua força, difundiu ainda mais seus ideais, uma vez que os artistas que lá se reuniam espalharam-se por vários países. Acabaram parando nas principais escolas de arte do Ocidente, fundamentando seu ensino nas conquistas de Bauhaus. Um bom exemplo disso é o professor da escola alemã no período de 1923 a 1928, László Moholy-Nagy, que fundou o New Bauhaus, em Chicago (posterior Instituto de Desenho). O exílio forçado de vários membros da Bauhaus propagou seus ideais, influenciando arquitetos por todo o mundo, principalmente nos Estados Unidos, que fatalmente recebeu a maior parte daqueles artistas e arquitetos.

http://www.pitoresco.com.br/art_data/bauhaus.htm

SEMANA DE ARTE MODERNA NO BRASIL DE 1922

A Semana de Arte Moderna de 1922 representa uma renovação de linguagem, a busca de experimentação, a liberdade criadora e a ruptura com o passado. Oficialmente, o movimento modernista irrompe, no Brasil, com a Semana de Arte Moderna que, em de três festivais realizados no Teatro Municipal de São Paulo, apresenta as novas idéias artísticas. A nova poesia através da declamação. A nova música por meio de concertos. A nova arte plástica exibida em telas, esculturas e maquetes de arquitetura. O adjetivo “novo”, marcando todas estas manifestações, propunha algo a ser recebido com curiosidade ou interesse. Não foi assim. Na principal noite da semana, a segunda, enquanto Menotti Del Picchia expunha as linhas e objetivos do movimento e Mário de Andrade recitava sua Paulicéia Desvairada, inclusive a Ode ao burguês, a vaia era tão grande que não se ouvia, do palco, o que Paulo Prado gritava da primeira fila da platéia. O mesmo aconteceu com Os sapos, de Manuel Bandeira, que criticava o parnasianismo. Sob um coro de relinchos e miados, gente latindo como cachorro ou cantando como galo, Sérgio Milliet nem conseguiu falar. Oswald de Andrade debochou do fato, afirmando que, naquela ocasião, revelaram-se “algumas vocações de terra-nova e galinha d’angola muito aproveitáveis”. Vários fatos contribuíram para a Semana de Arte Moderna de 1922. Em 1912, Oswald de Andrade chega da Europa influenciada pelo Manifesto futurista de Marinetti, funda o irreverente jornal O Pirralho e, em suas páginas, critica a pintura nacional. O pintor russo Lasar Segall, em 1913, desembarca em São Paulo com um estilo não acadêmico, inovador e de cunho expressionista. Annita Malfatti, em 1914, após mostrar seus trabalhos ligados aos impressionistas alemães decide estudar nos Estados Unidos. Em 1917 – ano de grande agitação político-social, greves e tumultos marcando as lutas do operariado paulista -, inaugura-se a nova exposição de Anita Malfatti, impiedosamente criticada por Monteiro Lobato no artigo Paranóia ou mistificação. Menotti Del Picchia publica Juca mulato, um canto de despedida à era agrária diante da urbanização nascente. Em 1920, Oswald de Andrade diz que, no ano do centenário da independência, os intelectuais deveriam fazer ver que “a independência não é somente política, é acima de tudo independência mental e moral”. É neste contexto conturbado que se compõe o grupo modernista, prosadores e poetas: Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Menotti Del Picchia, Guilherme de Almeida, Agenor Barbosa, Plínio Salgado, Cândido Motta Filho e Sérgio Milliet. Os pintores Anita Malfatti, Di Cavalcanti, Vicente do Rego Monteiro e John Graz. Os escultores Victor Brecheret e W. Haeberg. Os arquitetos Antonio Moya e George Przirembel. Em preparação à semana, um grupo vem ao Rio de janeiro para buscar a adesão de artistas que consideravam simpatizantes às idéias modernizadoras: Manuel Bandeira, Renato Almeida, Villa-Lobos, Ronald de Carvalho, Álvaro Moreyra e Sérgio Buarque de Hollanda.

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EXPRESSIONISMO ABSTRATO

 Obra de Jackson Pollock

O Expressionismo Abstrato foi um movimento que floresceu em Nova York a partir de 1940 e anunciava o surgimento de uma arte “verdadeiramente norte-americana”, com forte domínio do subconsciente guiado pelo automatismo. O automatismo, conceito também utilizado em movimentos como o Surrealismo, encontra-se presente no Expressionismo Abstrato nas Action Paintings, e tem Jackson Pollock., entre seu expoente criador. O movimento acabou exercendo forte influência sobre a Europa nas décadas de 50 e 60.  Foi o primeiro movimento que seguiu o caminho inverso do tradicional: em vez de seguir da Europa para a América, foi da América para a Europa. Entretanto, esse termo já era utilizado para alguns trabalhos de Kandinsky, em especial os do começo de sua carreira.

As principais características do Expressionismo Abstrato eram a revolta contra a pintura tradicional, a liberdade e a espontaneidade. Quanto à espontaneidade, em especial, as Action Paintings de Pollock – outro nome pelo qual é conhecido o Expressionismo Abstrato, ou seja, um método de pintura que privilegiava a rapidez da execução, a espontaneidade “eruptiva” e condenava a premeditação – são bastante bem sucedidas. Esse método foi introduzido nos Estados Unidos principalmente pela presença de franceses surrealistas refugiados de guerra, em especial, André Masson que, apesar de surrealista, possuía divergências com o estilo de Breton.

Jackson Pollock foi um dos artistas americanos mais influenciado por Masson, como atestam obras como “Esforço para Dormir”. O artista, entretanto, consegue imprimir sua própria leitura e estilo à herança surrealista francesa, como atesta “A Loba” (The She-Wolf). Ele também descarta as imagens fantásticas do grupo europeu, priorizando as abstrações. “Retrato e um Sonho”, de 1953, é outra obra representativa do artista.

Morto em acidente em 1956, Pollock é considerado um dos principais nomes da pintura norte-americana. Um dos aspectos mais curiosos ligados à sua personalidade era a maneira como realizava suas obras: estendia a tela no chão, utilizando-se de varas, facas, colheres de pedreiros, gotejamento de líquidos e até areia, com a finalidade de tornar-se parte integrante de sua obra e fazer com que “a vida” da pintura “viesse à tona” (daí o conceito de Action Painting).  O termo Expressionismo Abstrato, entretanto, acabou ainda sendo aplicado à obra de artistas como Willem de Kooning (nascido na Holanda) e Mark Rothko (nascido na Rússia).  Nem o primeiro possui uma obra considerada totalmente abstrata, nem o segundo uma obra considerada expressionista (é menos agitada que a de seus colegas americanos, sendo chamada de color field painting e não de action painting).O Tachismo, ou a marca deixada pelo pincel, baseada na caligrafia oriental (em especial a chinesa), também teve grande influência sobre o Expressionismo Abstrato.

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LAND ART

Land Art, também conhecida como Earth Art ou Earthwork é o tipo de arte em que o terreno natural é a própria obra de arte. A Land Art surgiu em finais da década de 1960, como expressão de um desencanto relativo à sofisticada tecnologia da cultura industrial, bem como ao aumento do interesse às questões ligadas à ecologia. O conceito estabeleceu-se numa exposição organizada na Dwan Gallery, Nova York, em 1968, e na exposição Earth Art, promovida pela Universidade de Cornell, em 1969. Land Art é um tipo de arte que, por suas características, não é possível expor em museus ou galerias (a não ser por meio de fotografias). Dentre as obras de land Art que foram efetivamente realizadas, a mais conhecida talvez seja a Plataforma Espiral (Spiral Jetty), de Robert Smithson (1970), construída no Grande Lago Salgado, em Utah, nos Estados Unidos da América. A Land Art foi reconhecida como a mais “suportada” das inspirações artísticas. No final dos anos 60, um numero de artistas iniciou fora das quatro paredes da galeria uma série de criações no deserto e montanhas do Nevada, Utah, Arizona e Novo México. A Land Art deixa os espaços comuns de exposição como a galeria, o atelier e o museu para “investir no planeta”. Renova a noção de exposição: uma experiência real e intransponível, representada em vastos espaços, como a montanha, o mar, o deserto e o campo, para uma maior liberdade criativa.

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MINIMALISMO

Minimalismo é o movimento ou estilo artístico que surgiu nos Estados Unidos da América durante a década de 60, vários artistas começaram a expor em Nova Iorque e Los Angeles trabalhos como uma lâmpada fluorescente aparafusada diagonalmente à parede (The Diagonal of May 25, de Dan Flavin) ou placas de metal deitadas no chão (Aluminum-zin Dipole E/W, de Carl Andre). Estes objetos confundiram os críticos, que não sabiam como descrever e definir estas novas obras de arte. Como reação à extrema subjetividade e emotividade do expressionismo abstrato dos anos 50. A palavra minimalismo foi pela primeira vez apresentada como um termo de arte em 1937 por John Graham, um artista americano de origem russa, no entanto, foi David Burliuk quem pioneiramente utilizou a palavra minimalismo num artigo datado de 1927, onde escrevia sobre o trabalho de John Graham. Daí que seja difícil precisar quem foi o primeiro a usar o termo, se David Burliuk ou John Graham. Mas foi com o artigo de um filósofo britânico, Richard Wollheim, publicado em 1966 e intitulado “Minimal Art “, que o termo entrou no discurso crítico.O minimalismo, tal como o construtivismo, privilegia o racionalismo e o pensamento matemático. Rejeita o lirismo, a subjetividade e os interesses sociológicos exteriores, volta-se sobre si mesmo e sobre a sua própria análise. O movimento foi uma reacção à prolongada obsessão americana pela individualidade, que estava esgotada com a constante luta entre as liberdades de cada um e as exigências da sociedade. Na década de 60, quando o país tentava sair do conformismo obediente a que tinha estado sujeito durante a Segunda Grande Guerra, essa obsessão pelo individual tornou-se insustentável. A arte deixa de ser expressão do sujeito, para ser a força através da qual a mente impunha ordem e racionalidade às coisas.Ao mesmo tempo que surgia o termo minimalismo, surgiam outras etiquetas para classificar o novo estilo, normalmente para dar títulos a exposições, como por exemplo, «ABC Art», « Primary Structures », « Cool Art », « Specific Objects » e « The Art of the Real».Formalmente, a Arte Minimal caracteriza-se por uma estrutura muito simplificada, utiliza um método conceitual de composição racionalmente desenvolvido que consiste em disposições simples de unidades idênticas e intermutáveis, com freqüência modulares, de inspiração matemática, ou resolvendo permutações geométricas, grelhas ou repetições que podem continuar ou prolongar-se infinitamente.

A Arte Minimalista teve uma influência considerável na Arte Conceitual, onde a imagem é substituída por uma representação textual. “Arte é o que fazemos. Cultura é o que fazem de nós” Carl Andre utilizou a matéria, criando objetos solitários e minimalistas, por vezes as suas obras lembram elementos da cultura, mas trata-se de uma ilusão provocada, ou antes uma provocação ilusória.

Uma outra forma de expressão criada pelos minimalistas é o Happening, uma situação, atuação improvisada, ou que o é aparentemente, projectada de modo a gerar a participação dos espectadores.O termo foi pela primeira vez usado pelo encenador americano, Allen Kaprow, no seu livro Something to Take Place: A Happening. Eram a favor da improvisação, da espontaneidade e do automatismo, mas não um automatismo puro, ditado do pensamento, ausente de qualquer controlo exercido pela razão. O minimalismo operou mudanças decisivas não só na pintura, com nomes como o de Ad Reinhardt, ou na escultura, com Donald Judd, Robert Morris, Carl Andre e Dan Flavin, mas também na música e na dança. Na música, Philip Glass e Steve Reich compõem música que tem uma estrutura modular, onde a repetição é permanente. Na dança, Lucinda Childs faz coreografias implacavelmente repetitivas compostas num palco vazio, completamente nú.Uma outra forma de arte minimal, e desta vez anterior à década de 60 é o haikai. O haikai é uma das mais importantes formas da poesia tradicional japonesa, e também a mais curta das composições poéticas; menor que o soneto, que a trova e mesmo que o epigrama grego.

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OP ART

Op Art é a abreviatura de Optical Art, forma de arte abstrata caracterizada pela utilização de figuras geométricas, especialmente em padrões de cor preta e branca, cuja repetição exaustiva resulta num dinamismo visual que cria efeitos de ilusão óptica nos espectadores. Esses efeitos são caracterizados por sensações de movimento e sugestões de vibrações que se modificam quando o observador muda de posição, simbolizando a acessibilidade constante de transformação da realidade em que o homem vive. Esse movimento artístico não convencional, liderado por Victor Vasarely e Bridget Riley tornou-se popular na América e na Europa na década de 60.

Victor Vasarely criou a arte cinética que se funda na experiência e pesquisa de fenômenos de percepção ótica. As composições se constituem de diferentes figuras geométricas, em preto e branco ou colorido. São engenhosamente combinadas, de modo que através de constantes excitações ou acomodações retinianas provocam sensações de velocidade e sugestões de dinamismo, que se modificam desde que o contemplador mude de posição. O geometrismo da composição, ao qual não são estranhos efeitos luminosos, mesmo quando em preto e branco, parece obedecer a duas finalidades. Sugerir facilidades de racionalização para a produção mecânica ou para a multiplicidade, como diz o artista; por outro lado, solicitar ou exigir a participação ativa do contemplador para que a composição se realize completamente como “obra aberta”.

Bridget Riley, nascida em Londres em 1931, pretendeu representar o movimento com a utilização sequencial de elementos gráficos, nomeadamente listas que se sobrepõem, curvas onduladas, discos concêntricos e quadrados ou triângulos que se repetem exaustivamente. A dinâmica nas suas obras é, em suma, alcançada com a oposição de estruturas idênticas que interagem umas com as outras produzindo determinado efeito óptico. A interação de cores, por seu turno, baseada nos grandes contrastes (preto e branco) ou na utilização de cores complementares, criam efeitos visuais como sobreposição e interação sobre o fundo e o foco principal, sugerindo, também elas, sensações ópticas de ritmo nas superfícies, que parecem vibrar. Os seus primeiros quadros a preto e branco surgiram em 1960, tendo ganho rapidamente um papel de destaque no movimento emergente da Op art, que a levou a expor em países tão diferentes como Itália, Alemanha, Estados Unidos, Austrália, Índia, Egito ou Japão, e a ser admirada por vários artistas importantes no nosso século. É, no entanto, em meados dos anos 60 ao utilizar cores nos seus trabalhos que revoluciona o movimento Op Art ao introduzir uma técnica, denominada “Moiré”, através da qual cria um espaço móvel que produz um efeito semelhante a de um estalido de chicote.

pt.wikipedia.org/wiki/Op_art –

http://www.mishabittleston.com/artists/bridget_riley/

POP ART

Pop Art, movimento que usava figuras e ícones populares como tema de suas pinturas. Com o objetivo da crítica irônica ao bombardeamento da sociedade capitalista pelos objetos de consumo da época, ela operava com signos estéticos de cores inusitadas massificados pela publicidade e pelo consumo, usando como materiais principais gesso, tinta acrílica, poliéster, látex, produtos com cores intensas, fluorescentes, brilhantes e vibrantes, reproduzindo objetos do cotidiano em tamanho consideravelmente grande, como de uma escala de cinquenta para um, transformando o real em hiper-real.

A importância de Max Horkheimer e Theodor Adorno, famosos filósofos e sociólogos alemães, é de extrema relevância para o Pop Art. Juntos, nos anos 20, cunharam o termo “indústria cultural”, fundamental para um debate que estava por vir: a oposição entre a alta cultura e a baixa cultura. Ambos acreditam que o consumo em excesso era uma forte característica do século XX e consequentemente da “sociedade de massa”, e que ao nomear a cultura, já se estabelecia um rebaixamento de nível. A cena artística exige cada vez mais a incorporação de histórias em quadrinhos, da publicidade, das imagens televisivas e do cinema na cultura de massa, cultura pop. Ganha vida a Pop Art, criada na Inglaterra e previamente intitulado de Independent Group (ou Grupo Independente, em tradução livre). A obra “O que exatamente torna os lares de hoje tão diferentes, tão atraentes?” é a primeira do movimento a ganhar notoriedade. A obra é assinada por Richard Hamilton, pintor britânico, que se junta a Eduardo Luigi Paolozzi, Richard Smith e Peter Blake entre os principais expoentes britânicos do movimento.

Os artistas se beneficiam inicialmente das mudanças tecnológicas que acontecem ao redor do mundo. O leque de possibilidades e formas de trabalho no Pop-art é infinitamente maior quando comparado a outros movimentos antiquados.

O trilho que colocou os Estados Unidos na linha do trem da Pop-Art foi o deslumbramento que a Inglaterra possuía ao olhar para o país americano. Era pós-guerra na terra da rainha e os ingleses vislumbravam prosperidade econômica baseada no “american way of life”. Com isto, dois nomes surgem com força como percussores do movimento na América: Andy Warhol e Roy Lichtenstein. Responsável por criar diversos mitos e imagens marcantes, Warhol contribuiu com a “glamouralização” de ícones da cultura norte-americana como Marilyn Monroe, Elvis Presley, Liz Taylor e Marlon Brando. Também são de sua autoria embalagens eternizadas e para sempre guardadas em nossa lembrança como referências principais do pop arte, entre elas, os rótulos das garrafas de Coca-cola e os rótulos das latas de sopa Campbell.
Já o também nova-iorquino Roy Lichtenstein contribui para a Pop Art valorizando os clichês das histórias em quadrinhos em forma de arte, inserido dentro de um movimento que buscava criticar a cultura de massa, tornando-a objeto da arte. O consumo em excesso gerava a desvalorização de conteúdo e conseqüente “vazio”, em estruturas que não comportavam qualquer mensagem, além do próprio consumismo desenfreado. Talvez seja esta a maior contribuição deste período: a tentativa de desmistificar o valor do produto, a necessidade de sua existência e seu significado enquanto valor de consumo na cultura pop. Seu interesse pelas histórias em quadrinhos começa com uma pintura do ícone Mickey Mouse, – personagem criado por Walter Disney -, realizado em 1960 para o agrado dos filhos. Seus quadros feitos a óleo e tinta acrílica, em tons fortes, brilhantes, planos, delineados por um traço negro, reproduziam os procedimentos gráficos com fidelidade, ampliando as características dos cartoons.

Técnicas de pontilhismo simulavam pontos reticulados das pequenas histórias, sempre de grande impacto visual, resultando na linguagem uma combinação de arte comercial e abstração. Quadros que reproduzem uma reflexão sobre linguagem e formas artísticas, desvinculados do contexto de uma história, tornam símbolos ambíguos do mundo moderno, industrializado. Assim como qualquer outra manifestação artística, dependente dos olhos de quem a vê, interpreta e utiliza para si como conceito, não se pode tentar dar sentido a qualquer forma de expressão, mas pode-se, ainda assim, identificar suas origens e objetivos, enquanto existentes, como descrito nas letras anteriores deste. Deste Duchamp, artista que criava pinturas de inspiração impressionista, expressionista e cubista, criador do “readymade” – transporte de elemento da vida cotidiano, a princípio não reconhecido como artístico, para o campo das artes – a expressão passa a incorporar materiais de uso comum às suas esculturas, não as trabalhando artisticamente, mas considerando prontas a serem exibidas como obra de arte. A simples mudança de um vaso sanitário de posição causa uma interrogação acerca de suas possibilidades enquanto arte e questionamento. O Pop Art revê estes conceitos, mesmo não ligados inerentemente, pois Duchamp explora, ao abandonar a Europa para viver em Nova York, questões da utilização e desconfiança sobre os objetos a serem vistos sobre outro ângulo, também tomando como partida o sentido de quem vê e toma para si as dúvidas artísticas: “Eu mesmo poderia fazer aquilo”, é um pensamento comum. Mas entre o fazer e o que há necessidade de ser mostrado, passam interrogações tanto nos movimentos anteriores, como no Pop Art de Lichtenstein. Algumas décadas depois, a obra do pintor não só continua relevante, mas serve como referência para outros movimentos e artistas – não necessariamente ligados ao Pop Art. Entre os anos de 1997 e 1998, a banda irlandesa U2 fez um tour mundial para promover, na época, seu último trabalho: o álbum “Pop”. O nome do tour em questão era “PopMart”.

http://pedrobeck.wordpress.com/tag/pop-art/

CONCEITOS ARTÍSTICOS:

ARTE CONCEITUAL

A arte conceitual é aquela que considera a idéia, o conceito por trás de uma obra artística. como sendo superior ao próprio resultado final, sendo que este pode até ser dispensável. A partir de 1960, essa forma de encarar a arte espalha-se pelo mundo inteiro, abarcando várias manifestações artísticas. Entretanto, desde Duchamp podem ser percebidos os primeiros indícios da sobrevalorização do conceito. Um trabalho de arte conceitual, em sua forma mais típica, costumava ser apresentado ao lado da teoria. Pôde-se assistir a um gradual abandono da realização artística em si, em nome das discussões teóricas. O uso de diferentes meios para transmitir significados era comum na arte conceitual. As fotografias e os textos escritos eram o expediente mais comum, seguida por fitas K-7, vídeos, diagramas. Nos Estados Unidos, temos as figuras de Lawrence Weiner e Robert Barry, como importantes expoentes do novo estilo.  Joseph Kosuth também é considerado um dos líderes do movimento no país. É bastante conhecido seu trabalho “One and Three Chairs”, que apresenta uma cadeira propriamente dita, uma fotografia de uma cadeira e uma definição extraída do dicionário sobre o que seja uma cadeira. “A Arte como idéia”, em que dá definições de pintura divididas em itens sobre um fundo negro, é outro bom exemplo de trabalho conceitual.Os artistas não se incomodavam em evitar as trivialidades, em criar elementos que tornassem interessantes suas composições ou realizar composições agradáveis ao olhar. Pelo contrário, era preferível que nada desviasse a atenção da idéia que um trabalho deveria expressar. Alguns artistas iam mais longe, afirmando que essas imagens triviais poderiam refletir a própria superficialidade de quem as observa. Utilizando-se de imagens comuns, como por exemplo, a cadeira de Kosuth, em que pode se argumentar não ter acrescentado nada ao conhecimento de qualquer pessoa, acostumada com uma cadeira, não costumava ser bem recebida pelo público. Além disso, o problema maior era que, não acrescentando nada, essas experiências fora do eixo convencional tornavam difícil o julgamento do que era realmente uma obra de arte ou simples amadorismo.

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ARTE POVERA

  Michelangelo Pistoletto – A escultura decapitada (1966)

Arte Povera (significando Arte Pobre) foi um movimento artístico italiano que se desenvolveu na segunda metade da década de 60. Seus adeptos usavam materiais de pintura não convencionais (ex.: terra, madeira e trapos) com o intuito de empobrecer a pintura e eliminar quaisquer barreiras entre a arte e o dia-a-dia das pessoas.As principais figuras desse movimento foram Michelangelo Pistoletto, Jannis Kounellis, Giovanni Anselmo, Giuseppe Penone, Giulio Paolini, Mario Merz, Luciano Fabro, and Gilberto Zorio Um importante papel foi também desenvolvido pelo crítico Germano Celant, que inventou o termo Arte Povera em 1967 e tentou, todo o tempo, buscar uma definição para ele. Os artistas da Arte Povera tiveram o mérito de desafiar os padrões da arte vigente, ocupando o espaço com seu transcendental e intemporal nível de realidade. Por exemplo, a obra Structure that Eates (1968, Sonnabend Collection, New York), de Giovanni Anselmo, foi deliberadamente transitória, consistindo de duas pedras, entre as quais o artista inseriu vegetais, cujo apodrecimento provocou o colapso da estrutura. O uso de matéria viva foi visto de forma ainda mais espetacular na instalação de Kounellis, em que uma arara foi posta em frente a uma tela pintada, demonstrando que a natureza contêm cores ainda mais vívidas que qualquer pintura. A singularidade do trabalho de arte foi outro desafio posto pela Arte Povera, como em Mimesis, de Paolini, que foi feita simplesmente de dois pedaços de gesso de uma mesma escultura, colocados um diante do outro, como se estivessem dialogando entre si.

Percebe-se, pois, tratar-se de um movimento subversivo, que tem sua origem no clima político dos anos 60, em particular a revolva de estudantes no Quartier Latin, em 1968 e a oposição mundial à guerra do Vietnã (o Brasil viveu esse clima com a mesma intensidade, de1964 a1968, culminando com a edição do AI-5 pelo governo militar, em dezembro de 1968). Havia outra preocupação dos artistas, que era criar uma foma de interação entre o trabalho e o espectador. Na obra Vietnã, de Pistoletto, as imagens estavam coladas a um espelho que refletia os visitantes da galeria que, assim, tornavam-se também figuras transitórias do quadro. Ainda que o conteúdo político de Vietnã estava bem definito, Kounellis fez um comentário mais enigmático da civilização ocidental, criando acontecimentos e instalações com cacos de gesso de esculturas de antigas esculturas. Embora a Arte Povera tenha sido associada à Arte Conceitual praticada em outros países, seus artistas realizaram uma produção própria, de inquestionável individualidade. Seus trabalhos fora largamente expostos na Itália e no restante da Europa, assim como nos Estados Unidos, trazendo significativa contribuição para a arte de vanguarda nas últimas décadas do Século 20, apesar do ressurgimento da pintura figurativa nos anos 80.

http://www.pitoresco.com.br/…/povera/arte_povera.htm

INSTALAÇÕES/INSTALAÇÕES MULTIMÍDIA

Exposição ocupando sala inteira cheia de um conglomerado  de objetos disparatados, como palavras, vídeos, fotos e de objetos comuns, como latas de cerveja, comentando  assuntos políticos do momento. Embora os objetos não pareçam ter relações entre si, espera-se que o espectador chegue ignorante no ambiente e saia esclarecido sobre algum tema controverso que o artista lhe revele.

No século XX, o desenvolvimento da arte permitiu que os artistas tomassem liberdades – como os materiais, com os temas e com o próprio significado da arte. A palavra “Instalação” é empregada para grandes trabalhos tridimensionais que não podem ser definidos como escultura, quase sempre feitos de uma grande diversidade de materiais (multimídia). Tal, como a Land Art, algumas instalações não cabem na galeria de arte. O artista americano de origem Búlgura, Christo, e sua parceira Jeanne-Claude,  são famosos por embrulhar em tecido partes da paisagem ou edifícios inteiros. Outros artistas, no entanto, usam espaço das galerias para mostrar suas instalações criando efeitos jamais atingidos por outras formas de arte.

As instalações são concebidas para que o  observador possa caminhar ao redor delas ou através dela. Muitas instalações são temporárias, preparadas para uma determinada galeria e depois desmontada. O artista russo Ilya Kabakov cria salas inteiras e corredores dentro de galerias. Os espectadores caminham pela exposição observando as imagens e os objetos em exposição. O artista norte-americano Jeff Koons é famoso por suas divertidas criações baseadas em imagens populares e objetos produzidos em massa – produtos frequentemente considerados “kitsch”. O resultado são obras absurdas, engraçadas e surpreendentes, mas sempre elaboradas de acordo com os mais exigentes padrões da técnica. Algumas instalações, por outro lado, abordam temas mais pertubadores. O artista inglês Damien Hirst ficou conhecido no início da década de 1990 com suas controvertidas “vitrines”: tanques de vidro contendo corpos mortos ou partes de animais verdadeiros.

(Arte ao Redor do Mundo. No tempo de Warhol. O Desenvolvimento da Arte Contemporânea. Cillis Editora)

DE STIJL

Movimento estético – social – filosófico, oriundo da Holanda, que teve alguma influência sobre o design e artes plásticas.

Um dos mais idealistas movimentos artísticos do século XX, o Stijl (ou Neoplasticismo, nome dado por Piet Mondrian à sua filosofia artística) foi um dos grandes marcos da arte moderna, o “mais puro dos movimentos abstratos”. O movimento, de origem e essência neerlandesa, permaneceu ativo e coeso por menos de quinze anos, mas sua influência pode ser sentida até hoje, particularmente nos campos da pintura e arquitetura. Arrancando a pintura do campo da representação e abraçando o abstracionismo total, objetivando a síntese das formas de arte, o Stijl caracterizou-se pelo fervor quase religioso de seus partidários, que acreditavam existir leis que regem a expressão artística e que viam em sua arte um modelo para relações harmoniosas julgadas possíveis para indivíduos e sociedade. Entre seus colaboradores estavam Doesburg, Piet Mondrian, Gerrit Rietvield, entre outros. Um dos mais idealistas movimentos do século XX, o De Stijl (ou Neoplasticismo) foi um marco da arte moderna, o «mais puro dos movimentos abstratos». Doesburg fundou o movimento De Stijl juntamente com Piet Mondrian em 1917. Acreditavam que a arte devia reconciliar as grandes polaridades da vida – “Natureza e intelecto”. Para a génese das ideias professas na Bauhaus vieram fortes contribuições de artistas e intelectuais da Holanda. No início do século xx, a Holanda, junto com a Alemanha e a Rússia, ocupou a vanguarda na evolução do design gráfico internacional. A mais original contribuição holandesa foi o trabalho de Piet Zwart, fotógrafo, tipógrafo e designer industrial. O movimento De Stijl, articulado pela revista do mesmo nome, deixou poucas obras construídas; contudo, o impacto da sua ideologia (espiritualista e esotérica) foi significativo – tanto na Holanda, como na Alemanha.

O ângulo reto e as três cores primárias, completadas pelo preto, branco e cinzento compunham os elementos básicos da expressão. Uma vez que os meios de criação artística ficavam assim especificados, era agora possível quebrar a “supremacia do indivíduo” e criar “soluções coletivistas”. No início do século xx, a Holanda, junto com a Alemanha e a Rússia, ocupou a vanguarda na evolução do design gráfico internacional. A mais original contribuição holandesa foi o trabalho de Piet Zwart, fotógrafo, tipógrafo e desenhista industrial. O movimento De Stijl, articulado pela revista do mesmo nome, deixou poucas obras construídas; contudo, o impacto da sua ideologia (espiritualista e esotérica) foi significativo – tanto na Holanda, como na Alemanha. A revista De Stijl foi uma publicação iniciada em 1917 por Theo van Doesburg e alguns colegas que viriam a compor o movimento artístico conhecido por Neoplasticismo. Devido à influência dos textos da revista, que muitas vezes assumiam um aspecto de manifesto, o próprio movimento neoplástico (e mais tarde, o Elementarismo) é confundido com o nome da revista.

http://tipografos.net/bauhaus/stijl.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/De_Stijl

BODY ART

Body art, ou arte do corpo, designa uma vertente da arte contemporânea que toma o corpo como meio de expressão e/ou matéria para a realização dos trabalhos, associando-se freqüentemente a happenings e performances. Não se trata de produzir novas representações sobre o corpo – encontráveis no decorrer de toda a história da arte -, mas de tomar o corpo como suporte para realizar intervenções, de modo geral, associadas à violência, à dor e ao esforço físico. Pode ser citado, por exemplo, entre muitos outros, o Rubbing Piece, 1970, encenado em Nova York, por Vito Acconci (1940), em que o artista esfrega o próprio braço até produzir uma ferida. O sangue, o suor, o esperma, a saliva e outros fluidos corpóreos mobilizados nos trabalhos interpelam a materialidade do corpo, que se apresenta como suporte para cenas e gestos que tomam por vezes a forma de rituais e sacrifícios. Tatuagens, ferimentos, atos repetidos, deformações, escarificações, travestimentos são feitos ora em local privado (e divulgados por meio de filmes ou fotografias), ora em público, o que indica o caráter freqüentemente teatral da arte do corpo. Bruce Nauman (1941) exprime o espírito motivador dos trabalhos, quando afirma, em 1970: “Quero usar o meu corpo como material e manipulá-lo”.

As experiências realizadas pela body art devem ser compreendidas como uma vertente da arte contemporânea em oposição a um mercado internacionalizado e técnico e também relacionado a novos atores sociais (negros, mulheres, homossexuais e outros). A partir da década de 1960, sobretudo com o advento da arte pop e do minimalismo, são muito questionados os enquadramentos sociais e artísticos da arte moderna, tornando-se impossível, desde então, pensar a arte apenas com categorias como pintura ou escultura. As novas orientações artísticas, apesar de distintas, partilham um espírito comum: são, cada qual a seu modo, tentativas de dirigir a arte às coisas do mundo, à natureza, à realidade urbana e ao mundo da tecnologia. As obras articulam diferentes linguagens – dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc. -, desafiando as classificações habituais, colocando em questão o caráter das representações artísticas e a própria definição de arte. As relações entre arte e vida cotidiana, o rompimento das barreiras entre arte e não-arte, e a importância decisiva do espectador como parte integrante do trabalho constituem pontos centrais para parte considerável das vertentes contemporâneas: arte ambiente, arte pública, arte processual, arte conceitual, earthwork, etc.

A body art filia-se a uma subjetividade romântica, que coloca o acento no artista: sua personalidade, biografia e ato criador. Retoma também as experiências pioneiras dos surrealistas e dadaístas de uso do corpo do artista como matéria da obra. Reedita ainda certas práticas utilizadas por sociedades “primitivas”, como pinturas corporais, tatuagens e inscrições diversas sobre o corpo.

O teatro dos anos 1960 – o Teatro Nô japonês, o Teatro da Crueldade, de Antonin Artaud (1896-1948), o Living Theatre, fundado por Julian Beck e Judith Malina em 1947, o Teatro Pobre de Grotowsky (1933), além das performances – constitui outra fonte de inspiração para a body art. A revalorização do behaviorismo nos Estados Unidos, e das teorias que se detêm sobre o comportamento, assim como o impacto causado pelo movimento Fluxus e pela obra de Joseph Beuys (1921-1986), nos anos 1960 e 1970, devem ser considerados para a compreensão do contexto de surgimento da body art. Alusões à corporeidade e à sensualidade se fazem presentes nas obras pós-minimalistas de Eva Hesse (1936-1970), que colocam a sua ênfase em materiais de modo geral não-rígidos. O corpo sugerido em diversas de suas obras – Hang up (1965/1966) e Ishtar (1965) por exemplo -, assume o primeiro plano na interior da body art, quando sensualidade e erotismo são descartados pela exposição crua de órgãos e atos sexuais. As performances de Vito Acconci são emblemáticas. Em Trappings (1971), o artista leva horas vestindo o seu pênis com roupas de bonecas e conversando com ele. “Trata-se de dividir-me em dois”, afirma Acconci, “tornando o meu pênis um ser separado, outra pessoa”. Em Seedbed (1970), o artista masturba-se ininterruptamente. Denis Oppenheim (1938) submete o corpo a partir de outras experiências. Sun Burn (1970), por exemplo, consiste na imagem no artista exposto ao sol coberto com um livro, em cuja capa lê-se: “Tacties”. Air Pressures (1971), por sua vez, joga com as deformações impostas ao corpo quando exposto à forte corrente de ar comprimido. Chris Burden (1946) corta-se, com caco de vidro, em Transfixed. Na Europa, tem lugar uma vertente sadomasoquista do movimento em artistas como Rebecca Horn (1944), Gina Pane (1939-1990) e com o grupo de Viena, o Actionismus, que reúne Arnulf Rainer (1929), Hermann Nitsch (1938), Günter Brus (1938) e Rudolf Schwarzkogler (1940-1969). Este último, suicida-se, com 29 anos, diante do público, numa performance. Queimaduras, sodomizações, ferimentos e, no limite, a morte, tomam a cena principal nessa linhagem da body art. No Brasil, parece difícil localizar trabalhos e artistas que se acomodem com tranqüilidade sob o rótulo. De qualquer modo, é possível lembrar as obras de Lygia Clark (1920-1988) que se debruçam sobre experiências sensoriais e tácteis, como A Casa é o Corpo (1968) e alguns trabalhos de Antonio Manuel (1947) e Hudinilson Jr. (1957).

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_ic/index.cfm?fuseaction=termos_texto&cd_verbete=3177

GERAÇÃO BEAT

Estar em movimento. Eis o principal objetivo da Geração Beat, grupo de jovens intelectuais americanos que, em meados dos anos 50, cansados da monotonia da vida ordenada e da idolatria à vida suburbana na América do pós-guerra, resolveram, regados a jazz, drogas, sexo livre e pé-na-estrada, fazer sua própria revolução cultural através da literatura.

O termo Beat, usado para classificar a nova geração, é de origem controversa. Jack Kerouac – principal escritor do movimento – queria que o termo fosse uma abreviação de beatitude (mesmo significado em português), enquanto outros, principalmente os críticos e estudiosos, atribuíram tal denominação à influência direta do jazz, principal fonte de gírias e novos termos da contracultura da época. Do soma do radical beat com o sufixo do satélite russo Sputnik, que havia sido mandado ao espaço em 1957, surge a palavra beatnik, usada para designar dali em diante todos os seguidores do movimento. 1957 foi também o ano da publicação de On the Road.

On the Road, de Kerouac, foi o marco milhar deste movimento que, como nenhum outro na história, recebeu imediata e completa cobertura dos meios de comunicação de massa, elevando à celebridade escritores até então obscuros, oriundos dos dormitórios das faculdades de Nova Iorque, São Francisco e Califórnia, jovens que lutavam para publicar seus primeiros trabalhos. Esta amplificação imediata e de costa-a-costa exauriu completamente o conteúdo e a voz do movimento por um processo que se tornaria muito comum nas décadas seguintes do século XX, a saturação da mídia (basta lembrar da declaração de Andy Warhol sobre os 15 minutos de fama), restando nos dias de hoje do grande ‘boom” de três anos e dezenas de livros, poucas obras de qualidade artística inquestionável. Apesar desta saturação, a mensagem dos beatniks – a revolução na linguagem e nos costumes – só repercutiria decisivamente sobre o comportamento dos jovens americanos uma década mais tarde com o aparecimento das primeiras comunidades hippies no final dos anos 60.

http://educaterra.terra.com.br/literatura/litcont/2003/09/02/000.htm

HAPPENING

O termo happening é criado no fim dos anos 1950 pelo americano Allan Kaprow para designar uma forma de arte que combina artes visuais e um teatro sui generis, sem texto nem representação. Nos espetáculos, distintos materiais e elementos são orquestrados de forma a aproximar o espectador, fazendo-o participar da cena proposta pelo artista (nesse sentido, o happening se distingue da performance, na qual não há participação do público). Os eventos apresentam estrutura flexível, sem começo, meio e fim. As improvisações conduzem a cena – ritmada pelas ideias de acaso e espontaneidade – em contextos variados como ruas, antigos lofts, lojas vazias e outros. O happening ocorre em tempo real, como o teatro e a ópera, mas recusa as convenções artísticas. Não há enredo, apenas palavras sem sentido literal, assim como não há separação entre o público e o espetáculo. Do mesmo modo, os “atores” não são profissionais, mas pessoas comuns.

O happening é gerado na ação e, como tal, não pode ser reproduzido. Seu modelo primeiro são as rotinas e, com isso, ele borra deliberadamente as fronteiras entre arte e vida. Nos termos de Kaprow: “Temas, materiais, ações, e associações que eles evocam devem ser retirados de qualquer lugar menos das artes, seus derivados e meios”. Uma “nova arte concreta”, propõe o artista, no lugar da antiga arte concreta abstrata, enraizada na experiência, na prática e na vida ordinária, matérias-primas do fazer artístico. De acordo com Kaprow, os happenings são um desdobramento das assemblages e da arte ambiental, mas ultrapassa-as pela introdução do movimento e por seu caráter de síntese, espécie de arte total em que se encontram reunidas diferentes modalidades artísticas – pintura, dança, teatro, música. A filosofia de John Dewey, sobretudo suas reflexões sobre arte e experiência, o zen-budismo, o trabalho experimental do músico John Cage, assim como a action painting do pintor americano Jackson Pollock são matrizes fundamentais para a concepção de happening.

Cage é o responsável pelo Theater Piece # 1, ou simplesmente “o evento”, realizado no Black Mountain College, na Carolina do Norte, Estados Unidos, em 1952, considerado o primeiro happening da história da arte. No espetáculo, M. C. Richards e o poeta Charles Olson lêem poemas nas escadas enquanto David Tudor improvisa ao piano e Merce Cunningham dança em meio à audiência. Pendurada, uma white painting de Robert Rauschenberg, uma velha vitrola toca discos de Edith Piaf. Café é servido por quatro rapazes de branco. Cage, sentado, lê um texto que relaciona música e zen-budismo, algumas vezes em voz alta, outras, em silêncio. O espetáculo apela simultaneamente aos sentidos da visão, audição, olfato, paladar e tato, e, além disso, envolve os artistas mencionados e outros participantes, que interferem, aleatoriamente, na cena. Kaprow inspira-se no evento de Cage na concepção de seu primeiro espetáculo, 18 Happenings in 6 Parts, em 1958. O músico é um de seus mestres, sobretudo suas ideias de acaso e indeterminação na arte.

Se o nome de Kaprow associa-se diretamente ao happening, tendo realizado uma infinidade deles – Garage Environment, 1960, An Apple Shrine, 1960, Chicken, 1962, entre outros -, é preciso lembrar que, nos Estados Unidos, artistas como Jim Dine, Claes Oldenburg, Rauschenberg e Roy Lichtenstein também realizaram diversos happenings. À lista deve ser acrescentado ainda o nome do artista lituano Georges Maciunas, radicado nos Estados Unidos, e o movimento Fluxus, por ele concebido e batizado por ocasião do Festival Internacional de Música Nova, em Wiesbaden, Alemanha, em 1962. O termo – do latim, fluxu “movimento” -, originalmente criado para dar título a uma publicação de arte de vanguarda, passa a caracterizar uma série de performances organizadas por Maciunas na Europa, entre 1961 e 1963.

Aderem às propostas do Fluxus, entre outros, o músico e artista multimídia Naum June Paik, e o alemão Joseph Beuys. As performances concebidas por Beuys – que ele prefere chamar de ações, evitando os nomes happening ou performance – na Alemanha se particularizam pelas conexões que estabelecem com um universo mitológico, mágico e espiritual. Nelas chamam atenção o uso frequente de animais – por exemplo, as lebres em The Chief – Fluxus Chant, Copenhagen, 1963 -, a ênfase nas ações que conferem sentidos aos objetos e o uso de sons e ruídos de todos os tipos, num apelo às experiências anteriores à linguagem articulada e ao reino dos instintos, que os animais representam. Ainda em solo europeu, é possível lembrar performances realizadas nos anos 1960, por Yves Klein, na França, e, na trilha da arte povera italiana, os nomes de Jannis Kounellis e Vettor Pisani. No Japão, os happenings adquirem soluções novas com o Grupo Gutai de Osaka, que entre 1954 a 1972 reúne Jiro Yoshihara e mais quinze artistas.

http://www.itaucultural.org.br/AplicExternas/enciclopedia_IC/

ARQUITETURA MODERNA

A arquitetura moderna teve início na segunda metade do século XIX, quando apareceram as primeiras grandes construções com estrutura metálica, que constituíram formas totalmente novas em relação ao que se fazia no passado. Como exemplo podemos indicar o Crystal Palace, projetado por Joseph Paxton para a Exposição de Londres, realizada em 1851, e a Torre Eiffel, projetada por Gustave Eiffel, em 1889. O movimentoArt Nouveau procurou promover uma integração entre as chamadas artes aplicadas e a arquitetura. Na arquitetura, mantendo a tendência decorativista que aplicara nos objetos do cotidiano, o principal mérito desse movimento foi compreender  que com o ferro e o vidro era possível criar formas novas. E teve também o mériot de romper com as formas tradicionais de construção, muito cedo, e transformou num estilo com excessos  ornamentais e foi superado por uma nova tendência arquitetônica denominada racionalismo. Mais tarde, a Bauhaus, a arquitetura orgânica e a planta livre de Le Corbusier deram novos rumos à arquitetura do século XX.

Principais arquitetos: Adolf Loos (Casa Michaelerplatz, Viena); William Lescasz e George Howe; Mies van der Rohe (Edifícios em Chicago); Frank Lloyd Wright, Louis Sullivan, Le Corbusier, Oscar Niemayer.

TEATRO DO ABSURDO

Teatro do Absurdo foi um termo criado pelo crítico norte-americano Martin Esslin, tentando colocar sob o mesmo conceito obras de dramaturgos completamente diferentes, mas que tinham como centro de sua obra o tratamento de forma inusitada da realidade. É uma forma do teatro moderno que utiliza para a criação do enredo, das personagens e do diálogo elementos chocantes do ilógico, com o objetivo de reproduzir diretamente o desatino e a falta de soluções em que estão imersos o homem e sociedade. O inaugurador desta tendência teria sido Alfred Jarry (Ubu Rei 1896). Os seus representantes mais importantes são Ionesco, Samuel Beckett, Harold Pinter, Arthur Adamov, G. Schahadé, Antonin Artaud, J. Audiberti e J. Tardieu, na França, Fernando Arrabal, na Espanha, Günther Grass e Hildersheimer, na Alemanha.

No Brasil, destaca-se José Joaquim de Campos Leão (1829-1883), nascido no Rio Grande do Sul, conhecido como Qorpo Santo. Cronologicamente ele é o pai do absurdo e entre suas obras estão “Certa identidade em busca de outra”, “Marido extremoso” e “Mateus e Mateusa”.

O Teatro do Absurdo nasceu do Surrealismo, sob forte influência do drama existencial. O Surrealismo, que explora os sentimentos humanos, tecendo críticas à sociedade e difundindo uma idéia subjetiva a respeito do obscuro e daquilo que não se vê e não se sente, foi fundamental para o nascimento desse gênero que buscava, na segunda metade do século XX, representar no palco a crise social que a humanidade vivia, apontando os paradigmas e os valores morais da sociedade como fatores principais da crise.

A principal fonte de inspiração dos dramas absurdos era a burguesia ocidental, que, segundo os teóricos do Absurdo, se distanciava cada vez mais do mundo real, por causa de suas fantasias e ceticismo em relação às conseqüências desastrosas que causava ao resto da sociedade. Como o próprio nome diz, o Teatro do Absurdo propõe revelar o inusitado, mostrando as mazelas humanas e tudo que é considerado normal pela sociedade hipócrita. Essa vertente desvela o real como se fosse irreal, com forte ironia, intensificando bem as neuroses e loucuras de personagens que, genericamente, divulgam o homem como um psicótico, um sofredor, um ser que chega às últimas conseqüências, culminando sempre na revolução, no atrito, na crise e na desgraça total. Extremamente existencialista, o Absurdo critica a falta de criatividade do homem, que condiciona toda a sua vida àquilo que julga ser o mais fácil e menos perigoso, se negando a ousar, utilizando-se de desculpas para justificar uma vida medíocre. O Teatro do Absurdo foca principalmente o comportamento humano, deflagrando a relação das pessoas e seus atos concomitantes. O objetivo maior desse gênero é promover a reflexão no público, de forma que a maioria dos roteiros absurdos procuram expor o paradoxo, a incoerência, a ignorância de seus personagens em um contexto bastante expressivo, trágico, aprofundado pela discussão psicológica de cada personagem apresentado, com uma nova linguagem. Para Ionesco, Membro, autor de um dos primeiros espetáculos absurdos, como A Cantora Careca (1950), “renovar a linguagem, é renovar a concepção, a visão do mundo”. Essa linguagem é traduzida não só nas palavras de cada um dos personagens, e sim em todo o contexto inovador, pois cada elemento no Teatro do Absurdo influencia a mensagem, inclusive os objetos cênicos, a iluminação densa e utópica, além dos figurinos. Todos esses elementos materiais do espetáculo contribuem para o enriquecimento da mensagem que deve ser clara para não haver dúvidas por parte do público. A ironia constitui-se numa figura de linguagem extremamente difícil de ser praticada no palco, pois, exagerada ou mal formulada, pode ganhar um sentido contrário àquele intencionado pelo diretor. Um outro fator importante é que, no Teatro do Absurdo, muitas vezes o cenário, o figurino e a nuanças nas interpretações se tornam ainda mais importantes do que o próprio texto. O texto em si promove uma nova leitura, cuja concepção tornará possível a construção cênica dentro de um viés preferido pelo diretor. Um dos autores de vanguarda do Teatro do Absurdo é Samuel Beckett autor do clássico Esperando Godot, que conta a história de dois personagens que esperam ansiosos por ajuda numa terra onde nada acontece de inovador, onde tudo se repete sem cessar, obrigando os angustiados personagens a tentar iludir a tristeza e frustração.

http://pt.wikipedia.org/bahausteatro_do_absurdo

PERFORMANCE

Performance, Art Performance ou Performance Artistística é uma modalidade de manifestação artística interdisciplinar que – assim como o happening – pode combinar teatro, música, poesia ou vídeo. É característica da segunda metade do século XX, mas suas origens estão ligadas aos movimentos de vanguarda (dadaísmo, futurismo, Bauhaus, etc.) do início do século passado. Difere do happening por ser mais cuidadosamente elaborada e não envolver necessariamente a participação dos espectadores. Em geral, segue um “roteiro” previamente definido, podendo ser reproduzida em outros momentos ou locais. É realizada para uma platéia quase sempre restrita ou mesmo ausente e, assim, depende de registros – através de fotografias, vídeos e/ou memoriais descritivos – para se tornar conhecida do público.

Essa forma de arte combina elementos do teatro, das artes visuais e da música. Nesse sentido, a Performance liga-se ao happening (os dois termos aparecem em diversas ocasiões como sinônimos), sendo que neste o espectador participa da cena proposta pelo artista, enquanto na performance, de modo geral, não há participação do público. A performance deve ser compreendida a partir dos desenvolvimentos da arte pop, do minimalismo e da arte conceitual, que tomam a cena artística nas décadas de 1960 e 1970. A arte contemporânea, põe em cheque os enquadramentos sociais e artísticos do modernismo, abrindo-se a experiências culturais díspares. Nesse contexto, instalações, Happenings e Performances são amplamente realizados, sinalizando um certo espírito das novas orientações da arte: as tentativas de dirigir a criação artística às coisas do mundo, à natureza e à realidade urbana. Cada vez mais as obras articulam diferentes modalidades de arte – dança, música, pintura, teatro, escultura, literatura etc. – desafiando as classificações habituais e colocando em questão a própria definição de arte. As relações entre arte e vida cotidiana, assim como o rompimento das barreiras entre arte e não-arte constituem preocupações centrais para a performance (e para parte considerável das vertentes contemporâneas, por exemplo arte ambiente, arte pública, arte processual, arte conceitual, land art, etc.), o que permite flagrar sua filiação às experiências realizadas pelos surrealistas e sobretudo pelos dadaístas.

As performances conhecem inflexões distintas no interior do grupo Fluxus. As exibições organizadas por Georges Maciunas (1931-1978), entre 1961 e 1963, dão uma projeção inédita a essa nova forma de arte. Os experimentos de Nam June Paik (1932), assim como os de John Cage (1912-1992) – por exemplo, Theather Piece # 1, 1952 -, que associam performance, música, vídeo e televisão, estão comprometidos com a exploração de sons e ruídos tirados do cotidiano, desenhando claramente o projeto do Fluxus de romper as barreiras entre arte/não-arte. O nome de Joseph Beuys (1921-1986) liga-se também ao grupo e à realização de performances – nome que ele recusava, preferindo o termo “ação” – que se particularizam pelas conexões que estabelecem com um universo mitológico, mágico e espiritual. Um diálogo mais decidido entre Performance e a Body Art pode ser observado em trabalhos de Bruce Nauman, e Vito Acconci. As performances de Acconci são emblemáticas dessa junção: em Trappings (1971), por exemplo, o artista leva horas vestindo o seu pênis com roupas de bonecas e conversando com ele. Em Seedbed (1970), masturba-se ininterruptamente.

http://www.itaucultural.org.br/…ic/index.cfm?… –

JAZZ

O Jazz é uma manifestação artístico-musical originária dos Estados Unidos. Tal manifestação teria surgido por volta do início do século XX na região de Nova Orleães e em suas proximidades, tendo na cultura popular e na criatividade das comunidades negras que ali viviam um de seus espaços de desenvolvimento mais importantes.

O Jazz se desenvolveu com a mistura de várias tradições musicais, em particular a afro-americana. Esta nova forma de se fazer música incorporava blue notes, chamada e resposta, forma sincopada, polirritmia, improvisação e notas com swing do ragtime. Os instrumentos musicais básicos para o Jazz são aqueles usados em bandas marciais e bandas de dança: metais, palhetas e baterias. No entanto, o Jazz, em suas várias formas, aceita praticamente todo tipo de instrumento.

As origens da palavra Jazz são incertas. A palavra tem suas raízes na gíria norte-americana e várias derivações têm sugerido tal fato. O Jazz não foi aplicado como música até por volta de 1915. Earl Hines, nascido em 1903 e mais tarde se tornou celebrado músico de jazz, costumava dizer que estava “tocando o piano antes mesmo da palavra “jazz” ser inventada”. Desde o começo do seu desenvolvimento, no início do século XX, o Jazz produziu uma grande variedade de subgêneros, como o Dixieland da década de 1910, o Swing das Big bands das décadas 1930 e 1940, o Bebop de meados da década de 1940, o Jazz latino das décadas de 1950 e 1960, e o Fusion das décadas de 1970 e 1980. Devido à sua divulgação mundial, o Jazz se adaptou a muitos estilos musicais locais, obtendo assim uma grande variedade melódica, harmônica e rítmica.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Jazz

ROCK

Rock é um termo abrangente que define o gênero musical popular que se desenvolveu durante e após a década de 1950. Suas raízes se encontram no rock and roll e no rockabilly que emergiu e se definiu nos Estados Unidos da América no final dos anos quarenta e início dos cinqüenta, que evoluiu do blues, da música country e do rhythm and blues, entre outras influências musicais que ainda incluem o folk, o gospel, o jazz e a música clássica. Todas estas influências combinadas em uma simples estrutura musical baseada no blues que era “rápida, dançável e pegajosa”.

No final dos década de 1960 e início dos anos setenta, o rock desenvolveu diferentes subgêneros. Quando foi misturado com a folk music ou com o blues ou com o jazz, nasceram o folk rock, o blues-rock e o jazz-rock respectivamente. Na década de 1970, o rock incorporou influências de gêneros como a soul music, o funk e de diversos ritmos de países latino-americanos. Ainda naquela década, o rock gerou uma série de outros subgêneros, tais como o soft rock, o glam rock, o heavy metal, o hard rock, o rock progressivo e o punk rock. Já nos anos oitenta, os subgêneros que surgiram foram a New Wave, o punk hardcore e rock alternativo. E na década de 1990, os sub-gêneros criados foram o grunge, o britpop, o indie rock e o nu metal.

O som do rock muitas vezes gira em torno da guitarra elétrica ou do violão e utiliza um forte backbeat (contratempo) estabelecido pelo ritmo do baixo elétrico, da bateria, do teclado, e outros instrumentos como órgão, piano, ou, desde a década de 1970, sintetizadores digitais. Junto com a guitarra ou teclado, o saxofone e a gaita (estilo blues) são por vezes utilizados como instrumentos solo. Em sua “forma pura”, o rock “tem três acordes, um forte e insistente contratempo e uma melodia cativante”. A maioria dos grupos de rock são constituídos por um vocalista, um guitarrista, um baixista e um baterista, formando um quarteto. Alguns grupos omitem uma ou mais destas funções e/ou utilizam um vocalista que toca um instrumento enquanto canta, às vezes formando um trio ou duo; outros ainda adicionam outros músicos, como um ou dois guitarristas e/ou tecladista. Mais raramente, os grupos também utilizam saxofonistas ou trompetistas e até instrumentos como violinos com cordas ou cellos.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Rock

 

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Aluno: Guilherme Henrique 3ºB

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